quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A última série de ouro

Em 1991 chegava a Portugal a 8ª série norte-americana, de 1989. Uma das melhores de sempre! A opinião é unânime, os coleccionadores estão todos de acordo... foi a última série de ouro.

Contando com figuras como a que aqui vemos, e tantas outras como Alley Viper, Annihilator ou HEAT Viper do lado dos Cobra e Backblast, excelentes novas versões de Rock N Roll e Stalker da parte dos Joes, 1991 foi um ano muito bom para os portugueses que adoravam esta linha de brinquedos.


Mas de todos os novos vilões, tenho de obrigatoriamente destacar o Night-Viper. O esculpimento, a escolha de cor, o background enquanto operacionais altamente treinados para operações exclusivamente nocturnas (nunca vêem a luz do dia). Todo esse "misticismo" e elitismo da figura a tornam um dos "víboras" favoritos da maior parte dos coleccionadores. Eu incluído! 


O meu 1º contacto com um Night-Viper foi através do meu "adversário" de compras. Viríamos a tornar-nos os melhores amigos, mas naquela altura já sabíamos que quando havia saído uma série nova e íamos à loja onde éramos melhores clientes, se não houvesse esta ou aquela figura, o outro tinha lá ido primeiro! Pois dessa vez, ele levou a melhor! Conseguiu o Night e o Alley Viper. E eu levei meses a encontrá-los...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Variantes europeias

1990 foi também para Portugal o ano de descoberta das variantes europeias. No caso das figuras, a Tiger Force trazia figuras que diferiam do disponível nos EUA. Nos veículos, o R.P.V. (veículo pilotado remotamente) vinha com cores diferentes.


O R.P.V. era um veículo que continha um "autómato" que servia de batedor em zonas perigosas sendo controlado pelo operador da rampa.


Esta série teve veículos e figuras de altíssima qualidade, mas aos olhos de alguns coleccionadores, conceitos como este R.P.V. começavam  a ser demonstrativo de alguma falta de imaginação que em última análise, contribuíam para o enfraquecimento da marca. Pessoalmente, penso que não. Este veículo era em muito semelhante a conceitos já usados e com algum sucesso. Mas também é certo que na altura o comprei por ser G.I.Joe... e pouco mais de acção viu do que estar parado nas bases que construía.

domingo, 26 de setembro de 2010

Ofertas por correio

O Super Trooper esteve disponível em Portugal em 1989. Neste caso, apenas um ano depois de ser lançado nos EUA, o que era lógico, sendo que não pertencendo directamente a nenhuma série, a sua "campanha" de oferta era mais simples e como tal, menos demorada a finalizar.


 Esta foi a 1ª e única figura a ser obtida por pontos em Portugal. Os pontos de acção (Action Points) era uma espécie de prova de compra que acompanhavam cada figura, veículo ou acessório que fosse vendido. No conjunto de países a que geralmente pertencíamos no âmbito de encomendas de G.I.Joe pela Hasbro na Europa (Reino Unido, Espanha, Itália), várias figuras e veículos tinham já sido disponibilizados desde o lançamento da marca e inclusivamente, para tortura, os folhetos de promoção dessas ofertas também vinham com os veículos vendidos em Portugal, mas a pequena nota ao fundo do folheto (exclusivo para residentes no Reino Unido) deixava claro que os nossos pontos ainda não estavam prontos para serem aceites.

 
1989 foi portanto uma loucura. Com o envio de pontos e um vale para portes e despesas de correio, a Hasbro Portugal enviava-nos um Super Soldado. Todo cheio de cromados, armas e partes do corpo reutilizadas de outras figuras, confesso que julgava ser uma invenção dos nossos compatriotas. Só quando mais tarde nesse ano falei com um colega de escola que acompanhava a TV norte-americana via satélite, me convenci que afinal, era legítimo. E tinha 3. Cheguei até a trocar um deles por um dos Renegados do Sgt. Slaughter, o Taurus. Péssima escolha hoje em dia, mas naquele tempo, o Taurus, só mesmo em catálogos dos EUA que pelas mãos de filhos de emigrantes lá passavam pela escola.
   

sábado, 25 de setembro de 2010

Troca de prendas

Storm Shadow, 2ª versão (tanto nos EUA como em Portugal). Original da 7ª série, pertencia portanto à 4ª série a ser lançada em Portugal.


No universo G.I.Joe, Storm Shadow era agora reconhecidamente um operacional G.I.Joe, após ter servido os Cobra onde estava infiltrado de forma a obter vingança pelo assassinato de um tio e mentor.


O meu Storm Shadow (v.2) chegou-me às mãos através de uma troca de prendas durante o 7º ano. Por vezes, haviam directores de turma que promoviam o companheirismo através de pequenas acções pedagógicas dessa natureza. O limite era 1.000 escudos (cerca de 5€ actualmente) e um "boneco" G.I.Joe custava pouco menos que isso em 1990. Cada um escrevia o que pretendia numa lista. Havia um sorteio e quem nos calhasse em sorte teria aquilo que havia desejado. No meu caso, havia o risco de me sair uma figura que já tivesse, uma vez que o espaço para a "lista de desejos" não permitia ser específico, mas felizmente o meu colega tinha bom gosto. 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Estrela de Wrestling

Quando em 1988 o 2º catálogo chegou a Portugal, poucos sabiam quem era o Sgt. Slaughter. Ou Sgt. Slammer como inicialmente foi apresentado aos portugueses enquanto sargento de instrução da Action Force.



Denominado Triple T (Tag Team Terminator), um nome inspirado no universo do wrestling (na altura WWF), o tanque do Sargento era tão especial como a própria figura. Tinha capacidade para apenas 3 figuras, mas as linhas são absolutamente originais e sem dúvida alguma, apelativas.


Sgt. Slaughter era uma estrela profissional da luta-livre norte-americana e foi a 1ª figura do mundo real a ser dada a honra de ser imortalizada enquanto figura G.I.Joe. E curiosamente, catapultou-o para uma posição de identidade com a marca. O "Sarge" tornou-se um verdadeiro Joe. E esta foi a figura que o notabilizou ao serviço da equipa embora seja a 2ª versão (lançada em 1986 nos EUA). A 1ª versão não esteve à venda, estava disponível para envio por correio através do envio de pontos que acompanhavam cada figura ou veículo. Os chamados "mail-ins".


 Eu sempre adorei todo o tipo de tanques. E consequentemente, fiquei apaixonado por este também. E nunca o consegui ter na altura. Na verdade, não era fácil encontrar este veículo nas lojas. No ano seguinte, continuou disponível em Portugal e igualmente difícil de encontrar. Aparecendo nos catálogos a reabastecer o seu "Triple-T" no Centro de Comando Móvel (Mobile Command Centre), mais vontade me dava de o fazer parte do meu pecúlio.


Uma palavra para este catálogo que foi de facto um marco na juventude da vida de muita gente. A forma como as fotos eram obtidas era tão trabalhadas ao detalhe como os anúncios de TV. Usando dioramas de grande dimensão, conseguiam fotos que eram meio caminho andado para a venda do produto.


E já que falo no Sgt. Slaughter, falo dos seus renegados (que só chegaram a Portugal 2 anos depois). Da esquerda para a direita: Red Dog (ex profissional de futebol americano expulso por dureza desnecessária), Mercer (ex- Cobra Viper que viu a "luz") e Taurus (antigo acrobata de circo com alguns problemas psicológicos). Quando um agente G.I.Joe se relaxava ou precisava de ser endireitado, era enviado para o "matadouro", nome da unidade do sargento.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mesmo ano, duas realidades

1987. Ano de lançamento do "best seller" da Hasbro em Portugal. Nos EUA, lançamento de um mega-set, uma estação de lançamento de veículo espacial, estreia do filme de animação "G.I.Joe: The Movie". E com base nesse filme, algumas figuras como esta que se segue.


Jinx (pessoa que traz azar), uma ninja e outro membro do clã Arashikage ao qual pertencem muitos dos ninjas que fazem parte da história universal dos G.I.Joe e dos Cobra.


Outra das figuras que por muitas razões desejava, mas especialmente devido à "febre" das artes marciais que ainda assolava Portugal em 1989. Nesta altura, ainda era regra o espaço de 2 anos entre lançamento nos EUA e Portugal.


Jinx enquanto figura era muito bem feita e cheia de detalhes. Com o passar do tempo, as unhas ficavam sem o detalhe do verniz e o dragão desaparecia. Este "espécime" está imaculado.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cobra: O inimigo

A infantaria dos Cobra. Treinados em todas as armas da NATO e Pacto de Varsóvia, são as caras "sem nome" que formam as legiões do inimigo.


Também peritos em artes marciais (que nos anos 80 atravessavam a sua era de ouro no cinema e TV), tinham como especialização secundária a sabotagem.

  
Esta figura era originalmente de 1983 e era uma variante da originalíssima de 1982, diferindo nas articulações dos braços. O chamado swivel-arm, ou junta rotativa permitia agora que as figuras pudessem rodar os braços 360º abaixo do ombro. Uma grande melhoria! Quando chegou a Portugal, G.I.Joe já havia evoluído mais que isto, pois já haviam passado 5 anos desde a sua criação nos EUA.


Não contando com Zartan que era apenas líder dos Dreadnoks, uma facção independente (leia-se mercenários) aliada aos Cobra, o único líder inimigo que chegou a Portugal em 1987 era Destro, outro personagem de 1983. Assim sendo, quem teve o privilégio de brincar com estas figuras nessa altura, liderou as suas tropas com (ou contra) o famoso negociador de armas. Curiosamente, Serpentor (imperador Cobra criado geneticamente) chegou a Portugal primeiro que o infame Cobra Commander - um dos originais de 1982.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Estações de batalha

Voltando às "battle stations", voltamos uma vez mais ao ano de lançamento de G.I.Joe (na altura Action Force) em Portugal. As que hoje vemos foram também estrelas do 1º anúncio televisivo.


O Cobra Bunker é uma estação de batalha assumidamente ligada a uma outra, a G.I.Joe Air Defense. A razão desta ligação tinha a haver com o facto deste bunker ao ser "atingido" por um míssil daquela estação, desmontar-se em partes.  


Além do fantástico detalhe da cobra esculpida no exterior, o interior desta estação era uma pequena maravilha. Além do mais, sendo encostada a uma parede, dava a ideia de continuidade, dado o facto de ser construído em "corte frontal".


Tendo já feito referência ao amarelecimento dos materiais, esta imagem é uma vez mais comprovadora. Este é, de facto, o meu 1º Air Defense. E o dano dos anos de aventuras e combate frente aos Cobra está bem visível.


Para atenuar a dor, acabei por comprar mais tarde outro. Aqui em versão norte-americana, e praticamente imaculada. Há quem defenda que esta "battle station" não é mais que uma má ideia para a linha, mas eu penso que não há força militar (dos anos 80/90) que pudesse passar sem o velho sistema "SAM".


Uma pequena nota no que toca a variantes. Era muito comum haver uma escolha diferente de plásticos e até de coloração entre as versões G.I.Joe e Action Force. Vamos poder ver muitos exemplos. A uns farei referência, outros embora possa não fazer, é natural que as diferenças existam.

sábado, 18 de setembro de 2010

Ferret ATV

Outro veículo descontinuado em 1987 nos EUA e a debutar em Portugal nesse mesmo ano, era este "Quad". Carregado de detalhes e com pneus e protecções de borracha, levava duas figuras e os mísseis podiam ser removidos, assim como a cobertura atrás do banco.


Décadas antes do aparecimento do termo "Moto-4" em Portugal, estes veículos eram chamados ATVs (veículos todo-o-terreno) ou "quads". Curiosamente, continuam a ser chamados assim em todo o mundo, excepto em Portugal. ATVs na geração nascida em finais dos anos 70 e princípios de 80, eram aqueles veículos de 2 rodas atrás e uma à frente, com potência e aspecto de moto, que geralmente rodavam nas praias. A nomenclatura internacional para estes veículos é geralmente "three-wheelers".


Tendo tido mais tarde uma outra variante que teremos oportunidade de ver aqui, teria também com o filme de 2009 "Rise of Cobra", oportunidade de voltar às prateleiras como "Snake Trax". Essa versão, num outro contexto e linha de história diferente, mas usando o mesmo molde de veículo.


Tendo como cor principal aquela que é conhecida entre coleccionadores como "Cobra Blue" (azul cobra), por ser uma cor recorrente em muitos veículos daquela facção, é um veículo que ostenta uma beleza de "bruto" peculiar. O 1º que alguma vez tive, foi também comprado em 2ª mão e não vinha com o eixo frontal. Ou seja, tinha um "Quad" de 2 rodas. Não desanimei. Arranjei-lhe uma roda maior de uma moto R/C que tinha sido do meu pai, produzi uma forquilha e adaptei-a ao "Ferret". Eu e os meus amigos passávamos intervalos a fazê-lo descer ribanceiras o mais direito possível. Lamento ter desmantelado esse sistema, e num futuro a médio prazo, gostava de o refazer e mostrar-vos a funcionalidade desse conceito.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"Loro" quer biscoito?

Shipwreck (naufrágio) é o especialista da equipa em armas navais. Como especialidade secundária, a manutenção de maquinaria. Tendo como inseparável companheiro "Polly", proclamava algumas vezes na série animada que nunca chegou a Portugal (pelos canais públicos), a famosa expressão "Polly wants a cracker", ou seja, "loro" quer biscoito.

1985 Shipwreck e "Polly"
  Com a típica voz de marujo (estilo Popeye sem o riso) era já na altura (1985) o estereótipo do anti-herói. Em 1987, quando a Action Force (G.I.Joe) chegou a Portugal, ele estava já bem integrado na equipa, embora o seu ego peculiar se mantivesse.

  Shipwreck foi outra das minhas primeiras figuras. Não trazia acessórios que "enchessem o olho", e o papagaio tornava-se um empecilho quando queria equipar o "marujo" ora com metralhadoras ou ao volante do A.W.E. Striker, a título de exemplo. Mas com o passar do tempo e já como coleccionador, esta figura ganhou outra (maior) consideração. É um "cromo".