Em 1989 (EUA) surgia um dos mais apetecidos "remakes". A 2ª versão de um veículo Cobra, o "Sentinela de Alta Velocidade", H.I.S.S. II.
Com lugar para piloto e co-piloto, artilheiro de torre, 4 tropas na sua "bagageira" e mais dois no exterior, foi uma clara evolução do seu antecessor, o original e clássico (nunca lançado em Portugal)... Cobra H.I.S.S.
Mais "musculado", volumoso e bem armado, era certo que se tornaria num adversário de respeito para os G.I.Joe.
Armamento: Canhão triplo de termo-propulsão assente numa torre platinada a titânio, 2 metralhadoras de 100mm, 2 mísseis de superfície totalmente silenciosos e uma vasta capacidade defensiva em termos de casco. Tudo num tanque de alta velocidade.
O acesso ao cockpit era também diferente em termos de design. Enquanto o original era acedido através de "pop-up" do vidro, o H.I.S.S. II contava com um cockpit que descia 45º para que os pilotos entrassem. E aqui, surgia outra novidade na linha... os clips de cintura.
Em 1989, o H.I.S.S. II tornava-se o primeiro veículo a utilizar este sistema (a série seguinte traria meia dúzia de veículos equipados com semelhante atributo) que facilitava sobremaneira a estabilidade das figuras quando a brincadeira se tornava mais atribulada.
Se este veículo, com o seu sistema de acesso ao cockpit foi a razão desta criação, é incerto. Até aí, eram usados cintos de segurança que embora dessem um ar mais realista ao veículo e piloto, como brinquedo tornava-se mais difícil de preparar. No entanto, ambos os sistemas continuariam a ser usados em paralelo nos anos seguintes.
O H.I.S.S. II chegaria a Portugal em 1991.
Sendo um veículo fantástico a muitos níveis, senão quase todos (excepção feita às lagartas não-funcionais), o seu grande trunfo estava na sua traseira. Sendo um veículo de ataque era também uma unidade de transporte de tropas.
Usando um sistema de "tabuleiro", 4 lugares tornavam-se assim acessíveis às forças de defesa ou invasão (mediante o plano de combate). Na foto, 4 Frag-Vipers. A ausência de capacidade de transporte era uma das falhas do H.I.S.S. original que datava de 1983 e que a Hasbro colmatou 6 anos depois. Este era um ano de melhorias, ou pelo menos, novas perspectivas, como o caso do F.A.N.G. II.
Incluído, vinha o piloto deste veículo, Track Viper. Pesados e de grande estatura, eram gozados pela infantaria Viper. A piada girava em torno da ideia que tais indivíduos só se candidatavam ao lugar de "Track Viper" por serem demasiado lentos ou desastrados para terem lugar na infantaria. A verdade é que a sua "construção" lhes dava vantagens noutros campos, enquanto operadores de maquinaria pesada. Além de tomarem conta de tudo o que se passava dentro do H.I.S.S. II, caso houvesse uma emergência fora dele, a sua força física seria útil na manutenção debaixo de fogo.
sábado, 28 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Jai Alai... com granadas!
Muita gente que via o Jackass na MTV poderá encontrar neste post uma lembrança. Por outro lado, aos fãs de G.I.Joe a lembrança dos Frag-Vipers terá vindo quando (e se) viram o episódio 2 da season 2 de Jackass. A Hasbro lembrou-se deste conceito em 1989 ao criar o Frag-Viper.
Refiro-me ao Jai Alai. Nesse episódio, Steve-O e Johnny Knoxville serviram de alvos a praticantes do jogo também chamado "zesta punta" em Basco ou "cesta-punta" em Espanha. É considerado (por muitos) o jogo mais rápido do mundo com a bola a ultrapassar os 300 km/h. Um conceito que os Cobra souberam associar aos seus Vipers com mestria!
Enquanto o desporto é praticado com uma "pelota", estes Vipers usavam granadas! A força do soldado aliada à curva da "xistera" - o cesto curvo que impele uma tremenda velocidade ao objecto atirado, tornavam estas unidades viper um temível adversário.Quanto à figura, enquanto brinquedo, a cesta funcionava mesmo. No entanto, ou se lançava para uma zona bastante clara ou depois era preciso procurar a granada com olhos de águia!
O Frag-Viper é uma figura fantástica. Além do original conceito já referido, o capacete assemelha-se a um elmo medieval tornando a figura extremamente cativante. Em termos de animação, estas figuras tiveram os seus minutos de fama no ataque ao mosteiro que escondia o segredo de Dragonfire, uma energia vinda da terra que os Cobra quiseram (e a certa altura conseguiram) controlar. Os Frag-Vipers faziam parte do corpo de invasão e usando as suas granadas lançadas a grande distância, conseguiram causar a confusão e separar as unidades G.I.Joe presentes no local.
Equipado com uma mochila carregada de granadas que alimentavam a cesta constantemente, trazia também uma pistola metralhadora e um tubo que ligava ao capacete e que servia para fazer a medição de distância e temporizar os explosivos. Os Frag-Vipers faziam parte da equipa de fogo dos Vipers e a grande vantagem desta unidade era a forma silenciosa como conseguiam lançar os explosivos de fragmentação (daí o nome da figura) à mesma distância de munições lançadas por lança-granadas. Os Joes estimavam que estes Vipers podiam lançar mais de 15 granadas antes que se pudesse triangular a sua posição!
Original da 8ª série em 1989 (EUA), chegaria ao mercado português em 1991 (a 5ª série em Portugal) com os típicos dois anos de atraso. Esse mesmo ano, que volto a referir, terá sido o último ano de figuras de excelente qualidade, era finalmente o ano em que era transmitido na TV portuguesa (RTP1)... G.I.JOE!
Refiro-me ao Jai Alai. Nesse episódio, Steve-O e Johnny Knoxville serviram de alvos a praticantes do jogo também chamado "zesta punta" em Basco ou "cesta-punta" em Espanha. É considerado (por muitos) o jogo mais rápido do mundo com a bola a ultrapassar os 300 km/h. Um conceito que os Cobra souberam associar aos seus Vipers com mestria!
Enquanto o desporto é praticado com uma "pelota", estes Vipers usavam granadas! A força do soldado aliada à curva da "xistera" - o cesto curvo que impele uma tremenda velocidade ao objecto atirado, tornavam estas unidades viper um temível adversário.Quanto à figura, enquanto brinquedo, a cesta funcionava mesmo. No entanto, ou se lançava para uma zona bastante clara ou depois era preciso procurar a granada com olhos de águia!
O Frag-Viper é uma figura fantástica. Além do original conceito já referido, o capacete assemelha-se a um elmo medieval tornando a figura extremamente cativante. Em termos de animação, estas figuras tiveram os seus minutos de fama no ataque ao mosteiro que escondia o segredo de Dragonfire, uma energia vinda da terra que os Cobra quiseram (e a certa altura conseguiram) controlar. Os Frag-Vipers faziam parte do corpo de invasão e usando as suas granadas lançadas a grande distância, conseguiram causar a confusão e separar as unidades G.I.Joe presentes no local.
Equipado com uma mochila carregada de granadas que alimentavam a cesta constantemente, trazia também uma pistola metralhadora e um tubo que ligava ao capacete e que servia para fazer a medição de distância e temporizar os explosivos. Os Frag-Vipers faziam parte da equipa de fogo dos Vipers e a grande vantagem desta unidade era a forma silenciosa como conseguiam lançar os explosivos de fragmentação (daí o nome da figura) à mesma distância de munições lançadas por lança-granadas. Os Joes estimavam que estes Vipers podiam lançar mais de 15 granadas antes que se pudesse triangular a sua posição!
Original da 8ª série em 1989 (EUA), chegaria ao mercado português em 1991 (a 5ª série em Portugal) com os típicos dois anos de atraso. Esse mesmo ano, que volto a referir, terá sido o último ano de figuras de excelente qualidade, era finalmente o ano em que era transmitido na TV portuguesa (RTP1)... G.I.JOE!
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Venda por catálogo
Em 1988, incluído em alguns veículos comprados em Portugal, vinha um catálogo com itens exclusivamente obtidos por encomenda. Nessa altura, era difícil saber que muitos deles não eram mais que ou excedentes dos processos de fabrico ou reutilização de moldes usando cores de plástico diferente, e que numa manobra já utilizada há muito nos EUA, eram disponibilizados (sem caixa) ao consumidor via correio.
Infelizmente para nós portugueses, a oferta era válida apenas para residentes no Reino Unido, Irlanda e Ilhas do Canal. O que não impediu este que vos escreve de tentar a sua sorte (e pelo menos mais um que eu conheça). Obviamente que não só perdi o meu tempo, como o dinheiro. É possível que o processo legal não contemplasse uma restituição do dinheiro baseado no facto de ter ignorado a alínea referente aos países incluídos na "oferta".
O catálogo era tentador. Incluía 2 veículos nunca antes vistos (em Portugal) e uma nova figura. No auge da sua popularidade, este era mais um detalhe que fazia esta colecção única. Obviamente que com o passar dos anos e especialmente a globalização da informação através da Internet, tornou-se claro que este processo de venda por catálogo não era exclusivo da Hasbro ou da marca Action Force (G.I.Joe), mas terá sido este fabricante que nos anos 80 e 90 maior e melhor uso terá dado ao conceito.
O processo era simples. Assim como já postado em relação ao Super Trooper, recortavam-se os pontos impressos nas caixas dos veículos (quanto maior o veículo, maior o número de pontos) e figuras (1 ponto apenas). Preenchia-se o formulário, adicionava-se o número de pontos correspondente à figura ou veículo pretendido, acrescentava-se o valor (em Libras Esterlinas) e enviava-se para a Hasbro UK. E no meu caso, ignorando o aviso relativo às zonas/ países abrangidos pela oferta, fiquei à espera até hoje...
Anos volvidos (enquanto esperava), comprei online um dos veículos que esse catálogo disponibilizava. O Cobra Night Landing. Original de 1985, nunca esteve disponível nas lojas em Portugal. Com a cor Azul Cobra tradicional do veículos do "Inimigo", tinha o aspecto e realismo militar que fazia as delícias dos adeptos de G.I.Joe!
O outro veículo que o catálogo promovia era o Weapon Transport, também de 1985 (EUA) e que também estava indisponível para compra nas lojas em Portugal. Acima, vemos a versão G.I.Joe, que não seria aquela que no Reino Unido era enviado por correio. A diferença reside apenas nos autocolantes (Action Force).
Finalmente, a figura que constava no catálogo, Steel Brigade. Esta era uma figura "personalizada", ou seja, para a obter, era preenchido um formulário que fazia da criança (ou coleccionador) um elemento activo de Action Force (G.I.Joe). Eram escolhidas as especialidades militares, ramo das forças armadas, escolaridade, etc. Disponível nos EUA desde 1987 (também e exclusivamente por catálogo), esta figura estando ligada à promoção do Reino Unido em 1988/ 89 e válida até Junho de 1990, foi enviada até final desse mesmo ano, sendo que nos EUA, a promoção esteve activa até 1992.
Houveram no total 6 versões desta figura "Steel Brigade", sendo que na Europa, apenas 2 tivessem sido distribuídas em larga escala. No entanto, é natural que algumas das outras versões se tornassem "substitutos" para as encomendas que naturalmente terão sido muitas. Por isso é difícil saber quais as versões que terão na realidade aparecido "oficialmente" em países europeus. Uma coisa é certa, em Portugal, apenas importados...
As ofertas por catálogo não se ficavam pelos brinquedos. Havia mais "merchandise" como chapéus, relógios e cassetes de vídeo em VHS com episódios Action Force (versões europeias dos originais GIJoe da Marvel/ Sunbow). Tudo isto, infelizmente, indisponível para os aficionados em Portugal.
Infelizmente para nós portugueses, a oferta era válida apenas para residentes no Reino Unido, Irlanda e Ilhas do Canal. O que não impediu este que vos escreve de tentar a sua sorte (e pelo menos mais um que eu conheça). Obviamente que não só perdi o meu tempo, como o dinheiro. É possível que o processo legal não contemplasse uma restituição do dinheiro baseado no facto de ter ignorado a alínea referente aos países incluídos na "oferta".
O catálogo era tentador. Incluía 2 veículos nunca antes vistos (em Portugal) e uma nova figura. No auge da sua popularidade, este era mais um detalhe que fazia esta colecção única. Obviamente que com o passar dos anos e especialmente a globalização da informação através da Internet, tornou-se claro que este processo de venda por catálogo não era exclusivo da Hasbro ou da marca Action Force (G.I.Joe), mas terá sido este fabricante que nos anos 80 e 90 maior e melhor uso terá dado ao conceito.
O processo era simples. Assim como já postado em relação ao Super Trooper, recortavam-se os pontos impressos nas caixas dos veículos (quanto maior o veículo, maior o número de pontos) e figuras (1 ponto apenas). Preenchia-se o formulário, adicionava-se o número de pontos correspondente à figura ou veículo pretendido, acrescentava-se o valor (em Libras Esterlinas) e enviava-se para a Hasbro UK. E no meu caso, ignorando o aviso relativo às zonas/ países abrangidos pela oferta, fiquei à espera até hoje...
Anos volvidos (enquanto esperava), comprei online um dos veículos que esse catálogo disponibilizava. O Cobra Night Landing. Original de 1985, nunca esteve disponível nas lojas em Portugal. Com a cor Azul Cobra tradicional do veículos do "Inimigo", tinha o aspecto e realismo militar que fazia as delícias dos adeptos de G.I.Joe!
O outro veículo que o catálogo promovia era o Weapon Transport, também de 1985 (EUA) e que também estava indisponível para compra nas lojas em Portugal. Acima, vemos a versão G.I.Joe, que não seria aquela que no Reino Unido era enviado por correio. A diferença reside apenas nos autocolantes (Action Force).
Finalmente, a figura que constava no catálogo, Steel Brigade. Esta era uma figura "personalizada", ou seja, para a obter, era preenchido um formulário que fazia da criança (ou coleccionador) um elemento activo de Action Force (G.I.Joe). Eram escolhidas as especialidades militares, ramo das forças armadas, escolaridade, etc. Disponível nos EUA desde 1987 (também e exclusivamente por catálogo), esta figura estando ligada à promoção do Reino Unido em 1988/ 89 e válida até Junho de 1990, foi enviada até final desse mesmo ano, sendo que nos EUA, a promoção esteve activa até 1992.
Houveram no total 6 versões desta figura "Steel Brigade", sendo que na Europa, apenas 2 tivessem sido distribuídas em larga escala. No entanto, é natural que algumas das outras versões se tornassem "substitutos" para as encomendas que naturalmente terão sido muitas. Por isso é difícil saber quais as versões que terão na realidade aparecido "oficialmente" em países europeus. Uma coisa é certa, em Portugal, apenas importados...
As ofertas por catálogo não se ficavam pelos brinquedos. Havia mais "merchandise" como chapéus, relógios e cassetes de vídeo em VHS com episódios Action Force (versões europeias dos originais GIJoe da Marvel/ Sunbow). Tudo isto, infelizmente, indisponível para os aficionados em Portugal.
terça-feira, 3 de maio de 2011
G.I.Joe: O Ataque dos Cobra
Embora tivesse este post planeado para mais tarde, os emails recebidos (que aproveito para agradecer agora publicamente) onde questões como "e os novos Joes?", "Que achaste do filme?" e "E o próximo filme?" fizeram com que fosse de certo modo pertinente iniciar a etiqueta "Rise of Cobra". Assim, achei que a melhor forma de o fazer seria transcrever o conteúdo da crítica ao filme "G.I.Joe - O Ataque dos Cobra" que tive oportunidade de fazer no jornal de Cascais "Costa do Sol".
Assim e sem mais demoras, segue o texto na íntegra...
Assim e sem mais demoras, segue o texto na íntegra...
Em defesa de um bom filme (G.I.Joe – O Ataque dos Cobra)
Sendo cascalense, filho de assinantes do jornal e fã incondicional do universo que proporcionou a Stephen Sommers a realização do filme que estreou em Portugal no passado dia 13, tenho finalmente uma oportunidade de escrever, sabendo do que falo, ao jornal da minha terra.
Muito se tem falado nos últimos dias do “filme do antigo brinquedo”, de mais um filme sobre “figuras de acção”. A verdade é que se referem, provavelmente sem saber, à mítica linha de brinquedos da Hasbro, que na verdade, inventou o termo “figura de acção”. Foi apelidado de “mais um blockbuster de verão” e imediatamente associado a “franchises” como Transformers, X-Men, etc. É incomparável. Assim como não se compara o Super-Homem ao Homem-Aranha.
No formato que serviu de inspiração ao filme, G.I.Joe chegou a Portugal como “Action Force – Os Heróis Internacionais” em 1987, nome emprestado pelos britânicos. Foi preciso esperar pelo final dos anos 80 para ver comercializados os “bonecos” no seu nome verdadeiro, não sendo de admirar que a geração que agora dobra os 20 não os conheça. Desde 1997, à semelhança do que fez com “Star Wars” nos últimos anos, a Hasbro virou-se para o mercado dos coleccionadores. E em Portugal, infelizmente para muitos, os brinquedos são cada vez mais as consolas. A verdade é que “G.I.Joe - A Real American Hero (o verdadeiro herói americano, onde a história do filme assenta na sua esmagadora maioria)” sendo desde 1982 o maior sucesso da Hasbro, já havia sido sondado várias vezes no sentido de se fazer um filme para além da animação. Depois do sucesso da parceria com a Paramount noutros projectos (em que também se incluem os Transformers, e não apenas), a Hasbro emprestou a jóia da coroa para gáudio dos que por este momento esperavam há muitos, muitos anos.
Só por falta de informação é que alguém entra na sala de cinema à espera de um filme repleto de realismo militar. G.I.Joe fazia parte (na sua vertente de desenhos animados) da há muito perdida mão cheia de animações que ensinavam alguma coisa às crianças. A serem honestos, a terem cuidado com desconhecidos, a serem o melhor que podiam ser. O filme acaba por colocar tudo isso numa misturadora de efeitos especiais e debitar duas horas de puro entertenimento ao espectador.
Como fiel fã de G.I.Joe, devo confessar que, quando a notícia de que o filme estava em fase de “casting” saiu, receei o pior. Com o passar do tempo, ao ler o desenvolvimento dos acontecimentos, artistas envolvidos, direcção, produção, tive esperança que estivessem no caminho certo, e senti-me aliviado quando o constatei na sala de cinema.
Tendo viajado de Portugal a França para ver o filme que só uma semana depois estreava em portugal, senti-me satisfeito (mesmo vendo o filme dobrado em francês, "G.I.Joe - Le Réveil du Cobra", vinguei-me ao ver a ante-estreia e estreia no regresso a Portugal). Os detalhes, os diálogos, a atmosfera, tudo se inseria no mundo criado pela Hasbro há quase 3 décadas atrás. Pequenas homenagens são captadas pelo fã atento. As cenas com o avião supersónico Cobra Night Raven são um ponto alto do filme, assim como o tão esperado duelo entre os ninjas “Storm Shadow” e “Snake-Eyes”.
A expectativa era grande, a fasquia também. O director Stephen Sommers sabia-o e assumiu-o com alguma dose de coragem e risco. Tendo Larry Hama (o criador das histórias originais) como consultor, procedeu a algumas alterações aos personagens e à história de fundo, no sentido de globalizar a “equipa” G.I.Joe que era até ao momento, uma referência norte-americana. Numa altura em que as conversões de personagens icónicos para o grande ecrã são cada vez mais comuns, e tão requisitadas como criticadas, o filme podia ser melhor, podia ser pior, mas o importante é que não fosse estragado a nível de história e credibilidade. E não foi. Quem se lembre das figuras de acção e tenha presente os seus tempos de menino com os fantásticos veículos, vai adorar. Carregado de acção e cenas que embora não sejam memoráveis ou dignas de um óscar, são visualmente impressionantes. Nota-se perfeitamente a mão do director de “A Múmia” e “Van Helsing” neste filme com direito a mais explosões que num filme de Michael Bay. O próprio referia em entrevista que terá sido, numa das perseguições mais originais do cinema, batido o recorde de explosões de carros num filme. Não se dá pelo passar do tempo, sendo que Stephen Sommers cumpriu com a promessa de ritmo. Com uma fórmula de casting semelhante ao “Star Wars” original (um astro para cada cinco ilustres desconhecidos), tendo Dennis Quaid, o veterano dos filmes de acção, a liderar a organização internacional, Marlon Wayans (Scary Movie) num pouco habitual papel de herói e alguns outros nomes conhecidos a servir de âncoras, os actores não desiludem e a história não perde.
Para a geração entre os 30 e 35 é um filme que trará nostalgia. Para os pouco mais jovens, algumas memórias, para todos os outros, muita diversão. É preciso não esquecer que o filme é largamente baseado no universo das figuras de acção e do seu mundo com as vertente do bem e do mal bem definidas, com os vilões a tomarem o mundo de resgate e os heróis a salvarem-no. Não é um filme sério, assim como não está perto de ser ridículo.
Com lutas que lembram Jackie Chan, tanto na técnica como na comédia, é uma película de acção equilibrada. Com momentos de humor, outros de drama e até um pouco de romance, as quase 2 horas de filme são tudo menos perdidas. Não sendo um filme excelente e contextualizando no estilo, talvez até mediano, é um bom filme de matiné que já conseguiu em termos mundiais, atingir uma soma que permitisse garantir a sequela.
Quem queira um filme de pipocas e divertir-se um pouco não sairá desiludido. Provavelmente irá até pesquisar um pouco no google quando chegar a casa.
Yo Joe!
E para finalizar, um trailer com legendas em Francês (o que eu não daria para que tivesse sido assim em França)...
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Frágil não é o mesmo que fraco!
Devilfish, nome de código para a lancha sobrecarregada de ataque rápido dos G.I.Joe. Lançado em 1986 (US) chegaria a Portugal em 1988 como parte do 2º catálogo disponível em território luso.
Com um design convincente (como era apanágio da marca), vinha bem equipado e armado. Não incluindo figura, podia transportar piloto e 2 figuras extra.
Um dos detalhes interessantes era o facto de se poder elevar o bloco dos motores (que tinham coberturas amovíveis). Trazia 4 mísseis, 2 torpedos (encaixados na estrutura inferior) e um canhão duplo. Rápido, pequeno e estava armado até aos dentes. Uma máquina perfeita para patrulha.
Embora nos EUA o Devilfish tivesse sido lançado em 1986 e consequentemente ainda a tempo de figurar nalguns episódios da série de desenhos animados produzidos pela Marvel (que nunca teve tempo de antena em Portugal), sendo lançado em 1988 em Portugal coincidiria com o ano de estreia de... BIG. Filme clássico com Tom Hanks em que o personagem principal se tornava adulto da noite para o dia. O Devilfish fazia a sua aparição no grande ecrã juntamente com a 1ª imagem da versão adulta de "Josh". Sem dúvida um interessante tributo à linha de brinquedos que havia tomado os EUA de assalto e estava agora no seu auge.
Embora a sua estrutura não seja estanque, a sua metade superior ficava geralmente acima da linha de água e como tal enquanto a brincadeira não se tornasse intensa (como a batalha), o Devilfish conseguia manter-se à tona. É um veículo realista que se mantém fiel à premissa de barco de ataque. E aparelhos aquáticos são raros no arsenal G.I.Joe. Como tal, era conveniente apreciar o esforço. E como veremos, tratar bem dele.
Embora poderoso enquanto veículo militar, enquanto brinquedo era relativamente frágil. As cavilhas de plástico que sustentam os tubos de ligação dos 2 motores são do mais frágil que há. Com uma pequena distracção, partem-se logo. Por isso, é muito comum encontrar os Devilfish com uma (ou mais) destas cavilhas partidas. Não é complicado arranjar, mas se a ideia é ter o veículo MINT, é um pesadelo porque o arranjo implica perfuração do casco para substituir por um "perno".
Embora o acima referido seja o mais comum dos problemas, estes não ficam por ali. Certamente devido ao tipo de plástico altamente quebrável utilizado nestes anos, muitas outras lesões se tornavam comuns nesta veículo. Do lado esquerdo da foto podemos observar danos "comuns" (quebra do apoio de um dos mísseis e quebra do apoio do pé) , do lado direito, danos "evitáveis" correspondentes a operações de desmontagem de brinquedos que não estavam preparados para ser desmantelados depois de montados. Mesmo assim, são todos danos habituais que observei em vários Devilfish ao longo dos anos.
A nós, em Portugal, apenas chegou a versão "Action Force". Nos EUA (e países europeus onde G.I.Joe nunca teve outra nomenclatura), houveram pelo menos duas versões. Uma de autocolantes transparentes e de casco feito com um plástico de menor qualidade, e outra mais semelhante à lançada na Europa ocidental... semelhante à versão que tivémos o privilégio de receber naquele que foi o ano de consagração desta marca em Portugal... 1988.
Com um design convincente (como era apanágio da marca), vinha bem equipado e armado. Não incluindo figura, podia transportar piloto e 2 figuras extra.
Um dos detalhes interessantes era o facto de se poder elevar o bloco dos motores (que tinham coberturas amovíveis). Trazia 4 mísseis, 2 torpedos (encaixados na estrutura inferior) e um canhão duplo. Rápido, pequeno e estava armado até aos dentes. Uma máquina perfeita para patrulha.
Embora nos EUA o Devilfish tivesse sido lançado em 1986 e consequentemente ainda a tempo de figurar nalguns episódios da série de desenhos animados produzidos pela Marvel (que nunca teve tempo de antena em Portugal), sendo lançado em 1988 em Portugal coincidiria com o ano de estreia de... BIG. Filme clássico com Tom Hanks em que o personagem principal se tornava adulto da noite para o dia. O Devilfish fazia a sua aparição no grande ecrã juntamente com a 1ª imagem da versão adulta de "Josh". Sem dúvida um interessante tributo à linha de brinquedos que havia tomado os EUA de assalto e estava agora no seu auge.
Embora a sua estrutura não seja estanque, a sua metade superior ficava geralmente acima da linha de água e como tal enquanto a brincadeira não se tornasse intensa (como a batalha), o Devilfish conseguia manter-se à tona. É um veículo realista que se mantém fiel à premissa de barco de ataque. E aparelhos aquáticos são raros no arsenal G.I.Joe. Como tal, era conveniente apreciar o esforço. E como veremos, tratar bem dele.
Embora poderoso enquanto veículo militar, enquanto brinquedo era relativamente frágil. As cavilhas de plástico que sustentam os tubos de ligação dos 2 motores são do mais frágil que há. Com uma pequena distracção, partem-se logo. Por isso, é muito comum encontrar os Devilfish com uma (ou mais) destas cavilhas partidas. Não é complicado arranjar, mas se a ideia é ter o veículo MINT, é um pesadelo porque o arranjo implica perfuração do casco para substituir por um "perno".
Embora o acima referido seja o mais comum dos problemas, estes não ficam por ali. Certamente devido ao tipo de plástico altamente quebrável utilizado nestes anos, muitas outras lesões se tornavam comuns nesta veículo. Do lado esquerdo da foto podemos observar danos "comuns" (quebra do apoio de um dos mísseis e quebra do apoio do pé) , do lado direito, danos "evitáveis" correspondentes a operações de desmontagem de brinquedos que não estavam preparados para ser desmantelados depois de montados. Mesmo assim, são todos danos habituais que observei em vários Devilfish ao longo dos anos.
A nós, em Portugal, apenas chegou a versão "Action Force". Nos EUA (e países europeus onde G.I.Joe nunca teve outra nomenclatura), houveram pelo menos duas versões. Uma de autocolantes transparentes e de casco feito com um plástico de menor qualidade, e outra mais semelhante à lançada na Europa ocidental... semelhante à versão que tivémos o privilégio de receber naquele que foi o ano de consagração desta marca em Portugal... 1988.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Manutenção no Photobucket
Estimados seguidores e amigos,
Queria deixar aqui uma nota rápida no sentido de avisar que a razão pela qual o G.I.Joe Portugal está com um aspecto tão "despido" prende-se com o facto do Photobucket estar presentemente em manutenção. O Photobucket é usado para alojar a maior parte dos nosso gráficos originais e como tal, afecta o nosso site.
Com um bocado de sorte, o trabalho de manutenção estará perto do fim e em breve, terão a aparência visual distintiva do G.I.Joe Portugal de volta.
Obrigado pela vossa paciência e amizade!
Queria deixar aqui uma nota rápida no sentido de avisar que a razão pela qual o G.I.Joe Portugal está com um aspecto tão "despido" prende-se com o facto do Photobucket estar presentemente em manutenção. O Photobucket é usado para alojar a maior parte dos nosso gráficos originais e como tal, afecta o nosso site.
Com um bocado de sorte, o trabalho de manutenção estará perto do fim e em breve, terão a aparência visual distintiva do G.I.Joe Portugal de volta.
Obrigado pela vossa paciência e amizade!
quarta-feira, 30 de março de 2011
Personagem do dia: Sci-Fi
Enquanto linha de brinquedos coleccionáveis, G.I.Joe (The) Action Force traçava-se entre o realismo militar e o futurismo. Se por um lado e para gáudio dos fãs por vezes o realismo militar era 90% da figura ou veículo, por outro vezes haviam em quem os 90% eram oferecidos à vertente futurista e em casos até, de aparente e pura ficção científica.
Melhor exemplo que Sci-Fi não há. Desde o nome (Ficção Científica) a todo o seu uniforme, passando pelo seu armamento, tornou-o assim num dos "patinhos feios" da colecção para muitos. Lançado nos EUA em 1986 escapa assim ileso à acusação de Robocop, que apenas chegaria aos cinemas americanos em 1987. No entanto, há quem diga que os designers da Hasbro podem ter tido acesso a protótipos do "super-polícia" e assim esculpindo a cabeça da figura. Mas são mitos urbanos sem qualquer prova concreta. A Portugal, chegou em 1988 com o 2º catálogo.
Sci-Fi era especializado em infantaria e electrónica, embora armado com uma arma laser que o fazia ao olhos da maior parte de nós, um personagem à parte e que muitas vezes ficava de parte também... hoje (mais de 20 anos depois) sabemos que existiam no arsenal americano desde o final dos anos 60 e cujo poder de destruição é ainda actualmente temível. O equivalente à bomba de hidrogénio das armas convencionais.
Em 1991, Sci-Fi teria nova oportunidade na 10ª séria nos EUA. A Portugal chegaria em 1993. Desta feita, com um uniforme menos extravagante e de cores mais "equilibradas", era já apoiado pela série de TV que entretanto havia estreado em Portugal e fazia de Sci-Fi mais um personagem que se vendia bem melhor. De "simples" militar de infantaria equipado com uma arma laser, Sci-Fi era agora especialista em sistemas de armamento laser e capaz de conduzir ou pilotar vários veículos que a série de 1990 (EUA) dispunha. O que de certo modo leva a concluir que esta figura pudesse estar inicialmente prevista para o ano anterior.
Em 1993 (EUA) Sci-Fi receberia novas cores e integraria o veículo Starfighter da sub-série Star Brigade. Embora disponível em finais de 1994 em Portugal (através da Toys R Us Iberia), só em 1995 chegaria "em força". Do mesmo catálogo de Armor-Bot, este veículo integrava a unidade que fazia frente aos Cobra na batalha lunar.
Embora não seja uma variante reconhecida, é interessante verificar que houveram 3 cores diferentes para o vidro do cockpit deste Starfighter. Um preto quase opaco, cinza e púrpura. O Starfighter foi criado com o molde um veículo Cobra de 1988, o Stellar Stiletto, nunca lançado em Portugal (embora constasse na capa do catálogo de 1990).
E por falar em variantes, façamos referência à Nemesis do Starfighter. Parte da mesma série, o Invader. Este veículo Cobra era também uma reutilização de um antigo molde de veículo Cobra de 1987, o POGO (já este sim, lançado em 1989 em Portugal). Ao contrário da versão lançada em 1993 nos EUA, esta versão "europeia" trazia piloto.
O piloto, era curiosamente um ex-G.I.Joe, Payload. Desconhece-se a razão da sua deserção e há quem diga que não passava de uma missão de infiltração. Esta versão de Payload era baseada numa figura de 1992 (EUA) da sub-série Eco-Warriors.
Aldrabices: À venda no Toys R Us em Portugal desde finais de 1994, havia a sub-série de Star Brigade. Curiosamente, alguns Cobra Invader vinham selados com fita adesiva normal (em contraste com a típica fita usada pela Hasbro - visível na caixa de cima). Dentro das caixas seladas com a fita larga "normal" havia um segredo. Em vez da figura Payload, vinha outra no seu lugar. Estranhamente, uma figura dentro do seu blister e com o cartão dobrado, fazendo a caixa do Invader em questão bastante "inchada". De todos os Invaders que comprei nessa condição, as figuras incluídas eram Star Brigade Ozone ou T.A.R.G.A.T. sendo que nenhum dos dois havia sido alguma vez lançado em Portugal. Para nós podia ser uma boa surpresa, mas para os americanos seria um desgosto, uma vez que procuravam esta versão Europeia em busca de Payload, versão Cobra.
Melhor exemplo que Sci-Fi não há. Desde o nome (Ficção Científica) a todo o seu uniforme, passando pelo seu armamento, tornou-o assim num dos "patinhos feios" da colecção para muitos. Lançado nos EUA em 1986 escapa assim ileso à acusação de Robocop, que apenas chegaria aos cinemas americanos em 1987. No entanto, há quem diga que os designers da Hasbro podem ter tido acesso a protótipos do "super-polícia" e assim esculpindo a cabeça da figura. Mas são mitos urbanos sem qualquer prova concreta. A Portugal, chegou em 1988 com o 2º catálogo.
Sci-Fi era especializado em infantaria e electrónica, embora armado com uma arma laser que o fazia ao olhos da maior parte de nós, um personagem à parte e que muitas vezes ficava de parte também... hoje (mais de 20 anos depois) sabemos que existiam no arsenal americano desde o final dos anos 60 e cujo poder de destruição é ainda actualmente temível. O equivalente à bomba de hidrogénio das armas convencionais.
Em 1991, Sci-Fi teria nova oportunidade na 10ª séria nos EUA. A Portugal chegaria em 1993. Desta feita, com um uniforme menos extravagante e de cores mais "equilibradas", era já apoiado pela série de TV que entretanto havia estreado em Portugal e fazia de Sci-Fi mais um personagem que se vendia bem melhor. De "simples" militar de infantaria equipado com uma arma laser, Sci-Fi era agora especialista em sistemas de armamento laser e capaz de conduzir ou pilotar vários veículos que a série de 1990 (EUA) dispunha. O que de certo modo leva a concluir que esta figura pudesse estar inicialmente prevista para o ano anterior.
Em 1993 (EUA) Sci-Fi receberia novas cores e integraria o veículo Starfighter da sub-série Star Brigade. Embora disponível em finais de 1994 em Portugal (através da Toys R Us Iberia), só em 1995 chegaria "em força". Do mesmo catálogo de Armor-Bot, este veículo integrava a unidade que fazia frente aos Cobra na batalha lunar.
Embora não seja uma variante reconhecida, é interessante verificar que houveram 3 cores diferentes para o vidro do cockpit deste Starfighter. Um preto quase opaco, cinza e púrpura. O Starfighter foi criado com o molde um veículo Cobra de 1988, o Stellar Stiletto, nunca lançado em Portugal (embora constasse na capa do catálogo de 1990).
E por falar em variantes, façamos referência à Nemesis do Starfighter. Parte da mesma série, o Invader. Este veículo Cobra era também uma reutilização de um antigo molde de veículo Cobra de 1987, o POGO (já este sim, lançado em 1989 em Portugal). Ao contrário da versão lançada em 1993 nos EUA, esta versão "europeia" trazia piloto.
O piloto, era curiosamente um ex-G.I.Joe, Payload. Desconhece-se a razão da sua deserção e há quem diga que não passava de uma missão de infiltração. Esta versão de Payload era baseada numa figura de 1992 (EUA) da sub-série Eco-Warriors.
Aldrabices: À venda no Toys R Us em Portugal desde finais de 1994, havia a sub-série de Star Brigade. Curiosamente, alguns Cobra Invader vinham selados com fita adesiva normal (em contraste com a típica fita usada pela Hasbro - visível na caixa de cima). Dentro das caixas seladas com a fita larga "normal" havia um segredo. Em vez da figura Payload, vinha outra no seu lugar. Estranhamente, uma figura dentro do seu blister e com o cartão dobrado, fazendo a caixa do Invader em questão bastante "inchada". De todos os Invaders que comprei nessa condição, as figuras incluídas eram Star Brigade Ozone ou T.A.R.G.A.T. sendo que nenhum dos dois havia sido alguma vez lançado em Portugal. Para nós podia ser uma boa surpresa, mas para os americanos seria um desgosto, uma vez que procuravam esta versão Europeia em busca de Payload, versão Cobra.
terça-feira, 22 de março de 2011
Grande Insecto!
O Natal é aquela altura... e com um carregamento de prendas, nem sempre apreciávamos o dinheiro (outros tempos!). Nada como desembrulhar as coisas que já estávamos fartos de saber o que era... desde que os embrulhos chegavam e a curiosidade nos fazia bater os cantos à casa e em minuciosas operações conseguíamos descortinar o conteúdo das caixas muito antes das primeiras 12 badaladas do dia 25 de Dezembro. Depois de calcular o total do que vinha em dinheiro, o Natal de 1990 permitiu-me adquirir outra arma Cobra... o BUGG!
Com um custo de 9.900$ (cerca de 50€ na actual moeda) era um dos mais caros veículos G.I.Joe no mercado. Em 1990 esta quantia era "metade de um absurdo", embora anos antes outros houvessem que batiam o recorde do aceitável. Recordo-me perfeitamente na cara do meu pai quando lhe disse quanto tinha gasto com este "menino". A verdade é que já estavam habituados e já nada os espantava: "O dinheiro é teu...".
Mais de 20 anos depois agradeço à minha loucura, porque além de estar ainda impecável, é mais um item de referência. Poderoso e fortemente armado, é um veículo imponente e um exemplo perfeito da tecnologia Cobra.
Parte da série de 1988 (EUA) este veículo podia transportar 9 figuras (podendo ainda ser responsável pelo transporte de mais 2 se os "hover skis" estivessem em uso). O cockpit do condutor albergava dois elementos e era acessível por uma porta que abria para cima. Na própria porta estavam alojados 2 mísseis terra-ar "língua de forquilha".
Na traseira, uma escotilha blindada também abria para acesso de pessoal (um operador de torre de canhão duplo e mais 2 elementos).
O BUGG era um veículo submersível de assalto. 4 mísseis terra-ar, 6 canhões de calibre .50 automatizados, torre rotativa de metralhadora dupla, 2 "hover-skis" que estavam arrumados sob painéis laterais, 2 torpedos, era um "bicho" difícil de superar.
Um dos pormenores que o distinguia era a cápsula que se separava do "corpo" principal do veículo. Com cockpit pressurizado, podia transportar dois indivíduos e a cobertura abria como a viseira de um capacete. Esta "bolha" permitia aos Cobra fazer o reconhecimento de locais inacessíveis ao BUGG fosse pelo seu tamanho ou limitada mobilidade onde a gravidade fosse problema.
Com o BUGG, vinha o seu condutor, um Secto-Viper. Desenvolvida para patrulhar a linha costeira da Ilha Cobra, a unidade dos Secto-Vipers é zelosa no seu dever. Além de saberem de cor toda e qualquer vulnerabilidade de possíveis oponentes mecanizados, a cada Secto-Viper é designada a patrulha de uma área específica da Ilha. Como consequência, passarão literalmente por cima dos próprios colegas que lá encontrarem para subir na consideração dos seus superiores.
Com um custo de 9.900$ (cerca de 50€ na actual moeda) era um dos mais caros veículos G.I.Joe no mercado. Em 1990 esta quantia era "metade de um absurdo", embora anos antes outros houvessem que batiam o recorde do aceitável. Recordo-me perfeitamente na cara do meu pai quando lhe disse quanto tinha gasto com este "menino". A verdade é que já estavam habituados e já nada os espantava: "O dinheiro é teu...".
Mais de 20 anos depois agradeço à minha loucura, porque além de estar ainda impecável, é mais um item de referência. Poderoso e fortemente armado, é um veículo imponente e um exemplo perfeito da tecnologia Cobra.
Parte da série de 1988 (EUA) este veículo podia transportar 9 figuras (podendo ainda ser responsável pelo transporte de mais 2 se os "hover skis" estivessem em uso). O cockpit do condutor albergava dois elementos e era acessível por uma porta que abria para cima. Na própria porta estavam alojados 2 mísseis terra-ar "língua de forquilha".
Na traseira, uma escotilha blindada também abria para acesso de pessoal (um operador de torre de canhão duplo e mais 2 elementos).
O BUGG era um veículo submersível de assalto. 4 mísseis terra-ar, 6 canhões de calibre .50 automatizados, torre rotativa de metralhadora dupla, 2 "hover-skis" que estavam arrumados sob painéis laterais, 2 torpedos, era um "bicho" difícil de superar.
Um dos pormenores que o distinguia era a cápsula que se separava do "corpo" principal do veículo. Com cockpit pressurizado, podia transportar dois indivíduos e a cobertura abria como a viseira de um capacete. Esta "bolha" permitia aos Cobra fazer o reconhecimento de locais inacessíveis ao BUGG fosse pelo seu tamanho ou limitada mobilidade onde a gravidade fosse problema.
Com o BUGG, vinha o seu condutor, um Secto-Viper. Desenvolvida para patrulhar a linha costeira da Ilha Cobra, a unidade dos Secto-Vipers é zelosa no seu dever. Além de saberem de cor toda e qualquer vulnerabilidade de possíveis oponentes mecanizados, a cada Secto-Viper é designada a patrulha de uma área específica da Ilha. Como consequência, passarão literalmente por cima dos próprios colegas que lá encontrarem para subir na consideração dos seus superiores.
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