quarta-feira, 20 de abril de 2011

Frágil não é o mesmo que fraco!

Devilfish, nome de código para a lancha sobrecarregada de ataque rápido dos G.I.Joe. Lançado em 1986 (US) chegaria a Portugal em 1988 como parte do 2º catálogo disponível em território luso.


Com um design convincente (como era apanágio da marca), vinha bem equipado e armado. Não incluindo figura, podia transportar piloto e 2 figuras extra.


Um dos detalhes interessantes era o facto de se poder elevar o bloco dos motores (que tinham coberturas amovíveis). Trazia 4 mísseis, 2 torpedos (encaixados na estrutura inferior) e um canhão duplo. Rápido, pequeno e estava armado até aos dentes. Uma máquina perfeita para patrulha.

 
Embora nos EUA o Devilfish tivesse sido lançado em 1986 e consequentemente ainda a tempo de figurar nalguns episódios da série de desenhos animados produzidos pela Marvel (que nunca teve tempo de antena em Portugal), sendo lançado em 1988 em Portugal coincidiria com o ano de estreia de... BIG. Filme clássico com Tom Hanks em que o personagem principal se tornava adulto da noite para o dia. O Devilfish fazia a sua aparição no grande ecrã juntamente com a 1ª imagem da versão adulta de "Josh". Sem dúvida um interessante tributo à linha de brinquedos que havia tomado os EUA de assalto e estava agora no seu auge.

   
Embora a sua estrutura não seja estanque, a sua metade superior ficava geralmente acima da linha de água e como tal enquanto a  brincadeira não se tornasse intensa (como a batalha), o Devilfish conseguia manter-se à tona. É um veículo realista que se mantém fiel à premissa de barco de ataque. E aparelhos aquáticos são raros no arsenal G.I.Joe. Como tal, era conveniente apreciar o esforço. E como veremos, tratar bem dele.

 
Embora poderoso enquanto veículo militar, enquanto brinquedo era relativamente frágil. As cavilhas de plástico que sustentam os tubos de ligação dos 2 motores são do mais frágil que há. Com uma pequena distracção, partem-se logo. Por isso, é muito comum encontrar os Devilfish com uma (ou mais) destas cavilhas partidas. Não é complicado arranjar, mas se a ideia é ter o veículo MINT, é um pesadelo porque o arranjo implica perfuração do casco para substituir por um "perno".


 Embora o acima referido seja o mais comum dos problemas, estes não ficam por ali. Certamente devido ao tipo de plástico altamente quebrável utilizado nestes anos, muitas outras lesões se tornavam comuns nesta veículo. Do lado esquerdo da foto podemos observar danos "comuns" (quebra do apoio de um dos mísseis e quebra do apoio do pé) , do lado direito, danos "evitáveis" correspondentes a operações de desmontagem de brinquedos que não estavam preparados para ser desmantelados depois de montados. Mesmo assim, são todos danos habituais que observei em vários Devilfish ao longo dos anos. 


 A nós, em Portugal, apenas chegou a versão "Action Force". Nos EUA (e países europeus onde G.I.Joe nunca teve outra nomenclatura), houveram pelo menos duas versões. Uma de autocolantes transparentes e de casco feito com um plástico de menor qualidade, e outra mais semelhante à lançada na Europa ocidental... semelhante à versão que tivémos o privilégio de receber naquele que foi o ano de consagração desta marca em Portugal... 1988.  

     

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