sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

G.I.JOE II: Retaliation

O filme já tem 1º poster! Embora já sejam conhecidos mais nomes de artistas que entram no novo filme, nenhum destes é sonante ou conhecido da generalidade em papéis "principais". É de facto interessante constatar que a sua contratação implica um papel que embora menor, seja de atenção ao personagem que interpreta. Se uma simples cameo ou entrada de 1 linha de conversação, é irrelevante. Mas saber que haverão técnicos, soldados e soldados de assalto Cobra, é imaginar que o filme trará uma maior exploração do complexo mundo dos Cobra, facção de alta tecnologia com infindáveis meios financeiros e incessante apetite pela conquista do mundo livre.

   
Previsto para 21 de Junho de 2012, uma semana antes da estreia nos EUA, estreará em Portugal um dia apenas depois da sua estreia mundial (ao público) na Bélgica e Noruega.

Rhett Reese, que escreveu algumas partes de Monstros e Companhia e a Paul Wernick são os argumentistas de Retaliation.  Produtores executivos do aclamado Zombieland são argumentistas mais vocacionados para séries de TV (e reality TV) parecendo-me assim excelentes escolhas para dar a alma a um filme que se espera sempre como homenagem à série da Marvel/Sunbow e que venha limpar um pouco a imagem deixada por Rise of Cobra nalguns fãs mais exigentes. Consta que fazem parte do argumento para o também esperado Deadpool... e isso é sempre bom!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Veículo da semana: Hurricane VTOL

Depois de longos anos a usar e abusar do Rattler, os Cobra decidiram que era altura de desenvolver uma aeronave que substituísse o modificado A-10 e se possível, transportar para este futuro avião a execução das missões atribuídas ao Raven. O resultado foi o Hurricane.


Outra das exigências aos construtores prendia-se com a complexidade dos controlos de uma aeronave de combate "normal". Queriam que este novo combatente pudesse ser operado por pessoal que embora habilitado, não fosse especializados apenas na Legião Aérea Cobra. Isto já ajuda a explicar porque eram tantos os personagens que nas 1ªs séries da DIC pilotavam um avião que aparentava ser complexo.


Vindo substituir o Rattler, o Hurricane teria de ser uma aeronave VTOL (elevação e aterragem vertical). Aliás, nem aterrava de outro modo. Este avião é exclusivamente para pousar e levantar na vertical.


Este foi de facto um dos melhores veículos originais da série de 1990(EUA). Quando foi distribuído nos estados unidos, o catálogo de 1990 contava ainda com veículos que eram da série anterior, assim como a fantástica Sky Patrol que não era mais (em termos de construção) do que novas pinturas metalizadas aplicadas a veículos já existentes. Quanto a veículos verdadeiramente originais, era uma altura de mudança, as próprias cores usadas assemelhavam-se a algo que podia ser directamente usado em células de animação. E tudo junto, colocava (para mim) o Hurricane no topo da selecção. Distribuído no Reino Unido em 1991, chegaria a Portugal em 1992.


E para substituir o cavalo de trabalho dos Cobra, era preciso muito armamento. O Hurricane era equipado com um canhão de 75mm do lado direito do cockpit. Inicialmente pensado para ter 2, acabou por ser decidido que o piloto teria de passar sem um deles. Para compensar, 10 mísseis que podiam ser usados contra alvos no ar, terra ou mar...


E o VTE-490, um "drone" de ataque e intercepção que não precisava ser pilotado. Hoje em dia o conceito é comum e credível, em 1990 apenas futurista. Mas os Cobra já o tinham e já abatiam Joes com ele! O "drone" é lançado da cauda do Hurricane e quando perto do alvo, mesmo que leve as baterias em baixo, pode ainda lançar um míssil que complete a tarefa. 


Para manter o motor em temperaturas ideais, o ajustamento era feito através da programação dos ventiladores de circulação de ar.


O cockpit, e mais particularmente o lugar do navegador, ou RIO, ou passageiro como quiserem chamar, foi uma surpresa agradável. Bastante detalhado em termos de equipamento contrastava com o lugar do piloto. E para se entender, é necessário compreender que esta aeronave funcionava por comandos de voz. Ora aí está uma boa forma de se poupar em moldes! Não obstante, é bem melhor do que muito do que a Hasbro decidiria colocar no mercado nos anos seguintes.


 As linhas deste avião ainda me impressionam tanto como no dia em que o recebi no Natal. Foi o 1º presente que os meus pais me deixaram abrir mais cedo. Aliás, mais a minha mãe, porque o meu pai sempre insistiu que as prendas eram para abrir à meia-noite! E é este que podem ver nas fotos. Ainda impecável. É um dos mais raros veículos da colecção. Isto claro, estando completo e sem zonas descoloridas e/ou partidas. As pontas das asas traseiras de baixo arrastamento são geralmente vistas partidas.


Incluído com o Hurricane VTOL, vinha o seu piloto, Vapor. À semelhança de outros não raros casos, Vapor era um ser humano modificado. Ou como os Cobra gostam de afirmar, "melhorado". Com ligações cerebrais enviadas através do seu capacete ao computador de bordo do avião, era uma adversário temível nos primeiros 30 minutos de combate. A partir daí, as dores de cabeça eram tantas que tinha de abortar e voltar à base. Basicamente, o avião de Vapor era um alvo a evitar, porque na realidade não era um alvo. Era ele quem determinava os alvos e geralmente não falhava.

 
 

domingo, 25 de dezembro de 2011

Cobra Hurricane VTOL

Como prometido, deixo a imagem do Hurricane, aeronave Cobra notabilizada pelos desenhos animados da DIC (1ª série).



Ainda não é o post relativo ao "veículo da semana" uma vez que o seu último banho anual não permitiu uma entrada decente no G.I.Joe Portugal! Foi ao banho de novo, e uma vez que ainda não secou totalmente, prevê-se que amanhã, finalmente, esteja aqui o famoso caça-bombardeiro. Até lá, uma continuação de Boas Festas a todos!

 

sábado, 24 de dezembro de 2011

Véspera de Natal!

A mais esperada véspera do ano, mais dos que o próprio dia, como o saberão todas as crianças (de idade ou coração) de todos os povos que abrem as prendas à passagem da meia-noite de 24 para 25!

Para mim era um dia que parecia dois. Um martírio. Nunca mais passava. O interminável jantar de família, as conversas dos adultos, tudo parecia propositado para tornar aqueles breves momentos de abertura de presentes... um flash. No entanto, era com enorme agrado que depois das 4 da manhã, seguia para a cama sabendo que no dia seguinte os meus novos recrutas esperavam ordens ainda debaixo da árvore. Foram muitos os Joes que recebi desde 87 até... bom, até hoje :) O mais memorável, embora não o mais valioso foi o Cobra Hurricane que postarei aqui amanhã, no dia de Natal!


Quanto a desejos, o melhor para todos os meus amigos/leitores e que acima de tudo tenham com quem partilhar esta data. Hoje percebo que o Natal é quando o Homem quiser, portanto mesmo que não tenham o que pediram, amanhã o sol brilha de novo e podem sempre presentear-se em qualquer dia de qualquer ano. Atravessamos uma estranha era que confesso nunca pensar viver, mas adaptemo-nos sem nunca nos conformarmos. Vivamos para lutar outro dia sem nunca nos acobardarmos. À boa maneira dos G.I.Joe!

Um Feliz Natal para todos, com saúde e comida na mesa. O resto virá com o tempo, há sempre um amanhã!

Yo Joe!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Veículo da semana: Cobra WOLF

Cobra WOLF (Veículo ligeiro de combate para operações de Inverno) foi lançado em Portugal em 1989. Pertencia à série original de 1987(EUA). Já tive oportunidade 1989 em Portugal foi um ano de ouro para os coleccionadores de G.I.Joe (na altura ainda Action Force). E este veículo é mais uma prova disso mesmo!


Com um design fantástico onde se destaca o alinhamento da cabine de piloto e artilheiro, funcionava como veículo motorizado ou trenó. Fortemente armado, tinha capacidade para 8 figuras (+2 nos monoskis).


Um dos meus veículos de eleição, veterano de muitas batalhas com os Joes. Embora o plástico seja de alta qualidade, a sua tonalidade (à semelhança de outros veículos e estações de batalha) aconselha algum cuidado com a exposição a factores como sol ou humidade. Ou em vez de cinza claro rapidamente terão um WOLF amarelo.


Esta imagem espelha a diferença no cuidado quando o tema é marketing. Nos dias que correm, não há atenção ao contexto, há apenas e somente o produto. E os resultados têm de ser manifesta e naturalmente diferentes.


A arma mais conhecida do WOLF é o ski torpedo "SNARL".


Lançados a partir de uma rampa, deslizam pela neve até ao alvo. 


Canhão "Ripper". Operado pelo artilheiro, este canhão de repetição de 20mm pode atingir aeronaves a alta velocidade assim como despedaçar a blindagem de um tanque ligeiro.


O artilheiro ocupa a posição mais alta da cabine permitindo um ângulo de visão alargado.


As lagartas podem recolher de forma a que o veículo assente nos skis de composto de carbono passando a funcionar como um trenó e atingir velocidades superiores.


Ideal para descer uma montanha em perseguição (ou fuga). Um veículo bastante completo, manobrável e bem construído. Repleto de pequenos detalhes e grandes pormenores, tornando-o bastante realista.

 

Os 2 monoskis onde o WOLF assenta são também pequenos veículos de reconhecimento. Capazes de transportar uma figura cada, podem tornar-se variáveis de respeito numa batalha polar.

 
 

Incluído com o Cobra WOLF vinha o seu condutor, Ice Viper. Curiosamente armado com 2 sai (arma em forma de tridente com raízes na Ásia). Os Ice Vipers são basicamente Snow Serpents especialistas de veículos e consequentemente Cobra Eels.  Já em formação, recebem treino de Techno Vipers de modo a serem capazes de executar a reparação dos próprios veículos. A sua alimentação é cuidada e rica em proteínas gordas para reter calor. Numa perspectiva (e típica) perfeccionista Cobra, que passa geralmente por experiências pouco agradáveis, são também cirurgicamente depilados na cara para evitar que o gelo que se forma através da respiração se possa instalar na barba. 

De volta!

Caros amigos/ leitores, embora a quadra natalícia seja sinónimo de felicidade e união, o azar bateu-me à porta nestes últimos tempos. Primeiro fiquei sem o meu carro, um carro à G.I.Joe, claro! Uma potente e poderosa pick-up truck. Uma situação surreal que resultou na perda total da viatura por embate. Mas felizmente, as coisas parecem estar a ser resolvidas pelo melhor e muito em breve tudo voltará à normalidade. Um post que não tem relação directa com a colecção, naturalmente, mas deixado aqui como uma explicação para a ausência de novidades que espero, não vos tenham afastado por muito tempo. E para não perder mais tempo, segue já mais um veículo!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Trailer: G.I.JOE2: Retaliation

Aí está o 1º look. E como muitos previam, e outros temiam... parece brutal!

No canal da Machinima:



GIJOE2: Retaliation trailer


Yo Joe!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Personagem do dia: Lady Jaye

Um dos personagens de maior longevidade na história da guerra entre G.I.Joe e Cobra, foi Lady Jaye. Especialista em operações secretas teria muito mais protagonismo na TV do que na linha de brinquedos.


Sendo que as séries televisivas baseadas em linhas de brinquedos não eram (e ainda são) mais que "anúncios de meia hora" a figuras e veículos, ter sido descontinuada ao fim de 2 anos de comércio tornou-a mais tarde numa figura que muitos lamentaram não conseguir.


O equipamento de vigilância estava associado à sua especialidade. Na série de TV da Marvel/Sunbow, Lady Jaye viria a ser mais conhecida pelo lançamento de dardos, peculiaridade que lhe foi atribuída pelo escritor (e co-criador da figura) Ron Friedman, uma referência na escrita e desenvolvimento do que são hoje os desenhos animados de referência.

 

Uma das poucas figuras femininas da linha (e a 1ª e única em Portugal até 1988), é considerada uma das melhores figuras femininas de sempre. De notar que é original de 1985(EUA), chegando a Portugal com a série de estreia em 1987. Na altura foi das últimas figuras que adquiri, mas hoje sinto-me bastante satisfeito por fazê-lo mesmo que tardiamente (para fazer parte de arriscadas missões de infiltração).


Embora Lady Jaye tenha seguido muito para lá das série da Marvel/Sunbow, chegando mesmo "a Portugal" na sua já relativamente diferente personalidade construída pela DIC, era de facto um fenómeno de popularidade que não poderia ser ignorado. Muito devido à talentosa Mary McDonald Lewis que não só partilhava uma extraordinária semelhança física com a personagem, como a representava com uma voz perfeita. A Lady Jaye dos desenhos animados era no entanto diferente da figura. Não tinha o chapéu e a farda era algo diferente. Também não usava a espingarda de dardos mas sim, como referi acima, lançava-os com as diferentes pontas que trazia sempre consigo. Só muito recentemente é que foi comercializada (nos EUA) a versão "TV" desta fantástica mulher de acção que tinha um fraquinho (correspondido) por Flint, o seu oficial superior!


Segundo a sua ficha original, Alison Hart-Burnett era como havia referido, agente de operações secretas. A seu cargo estavam também os registos de equipamento e pessoal e tinha assim uma função administrativa e de respeito entre os Joes. O seu ligeiro sotaque Gaélico foi deixado de parte na série de TV. A sua capacidade mímica e de domínio de línguas estrangeiras era um factor decisivo na sua função. Tudo isto num corpo de Ranger.   

 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Personagem do dia: Bazooka

Um dos personagens da 1ª série "portuguesa" era Bazooka. Uma figura interessante, e uma das mais nostálgicas para os coleccionadores portugueses. No filme de 2009 "Rise of Cobra" foi feita uma homenagem a este personagem com um cameo da sua camisola dos New England Patriots (Steve Grogan) na base dos G.I.Joe.


Antigo condutor de tanques para o exército, acabou por optar pelos sistemas anti-tanque quando percebeu que um soldado com 2 semanas de treino e um lança-mísseis de ombro de US$200 podia deixar fora de serviço um tanque de milhões de dólares. A sua especialidade secundária continua, no entanto, a ser relacionada com os blindados. Rápido nas decisões, é considerado um elemento decisivo nas batalhas.


David Katzenbogen, nome de código: Bazooka. Foi treinado em Fort Benning, na escola avançada de infantaria e em Fort Knox na escola de blindados. Está habilitado não só a operar todos os sistema de mísseis portáteis como a desactivar explosivos. Esta figura fazia parte da série de 1985(US).


Embora nunca tenhamos tido a oportunidade de ver na TV portuguesa, a versão Marvel/Sunbow de Bazooka era quase oposta à versão oficial da Hasbro.  O chamado "comic relief" dos Joes, tinha uma personalidade de criança e as suas opiniões raramente eram tidas em séria consideração pelos outros Joes. Geralmente, em termos de personagens, a série funcionava em pares ou parcerias a 2. E o seu grande amigo e parceiro era Alpine que se mostrava como um "irmão mais velho". 

  

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Veículo da semana: Monster Blaster A.P.C.

Em 1993(EUA) foram lançados os Mega Marines. Mais uma sub-equipa que surgia no seguimento de outras... e outras nos últimos anos. No declínio, algumas das criações tinham mais qualidade que as suas contemporâneas, e este A.P.C. (transportador blindado de pessoal) é uma das melhores.


Muitos coleccionadores (onde me incluo) acreditam que este veículo e o próprio conceito dos Mega Marines se baseia ou inspira em certa medida no APC do filme Aliens de James Cameron. Claro que salvaguardando as devidas distâncias e desígnios.


Veículo de combate aos Mega Monsters dos Cobra, foi inicialmente pensado para 1992(EUA) mas só constou no catálogo do ano seguinte. A Portugal chegaria em 1994/95.


Presentes infelizmente, estavam os novos e mais baratos autocolantes de papel. Um problema bastante difícil de resolver caso fosse necessário lavar o veículo. O próprio uso era suficiente para degradar o conjunto de autêntico rótulos que o APC tinha.


Um detalhe formidável era a forma como o canhão do artilheiro se transformava numa posição de batalha. Um movimento suave e bem concebido.


Com capacidade de transporte para mais de 16 figuras, era uma pena não trazer um condutor. Lembro-me de achar muito estranho e reflexo do que se estava a tornar a linha. Um veículo deste tamanho e com esta função devia trazer um condutor especializado.


Atrás e reminiscente de tempos dourados, a plataforma para transporte de mais figuras. Este veículo é bom, mas podia ser perfeito se tivesse sido lançado na década de 80 com os devidos e merecidos detalhes. À semelhança de outros veículos, estes projectos e conceitos tiveram a sua génese nessa dourada era de G.I.Joe, mas abandonados por razões variadas.


Na traseira, dois canhões (um de cada lado) que funcionavam em modo automático ou assistido por artilheiros.


Guardando o melhor para o fim, o gigantesco canhão "lock ´n load" com sistema de carregamento e tiro que funcionavam mesmo. O APC trazia 4 mísseis de infravermelhos M44. Colocando o míssil na câmera, era carregado por sistema de mola. Depois, era só carregar no botão de fogo e apontando ao monstro, esperar que caísse...

 

E a razão da existência de tal arma está à vista. Os Cobra contavam com 2 Mega Monsters, invenções de laboratório que exigiam por parte dos Joes uma aposta no alto calibre tanto em homens como máquinas.



Teremos tempo e oportunidade de ver tanto Marines como Monsters ao detalhe num futuro próximo, mas fica aqui mais uma prova da inspiração no Aliens. O capacete de Gung-Ho, líder dos Mega Marines...


 

sábado, 26 de novembro de 2011

Personagem do dia: Captain Grid-Iron

Captain Grid-Iron, Capt. Grid-Iron ou simplesmente Grid-Iron, foi o novo líder dos G.I.Joe no campo, substituíndo Duke. Claro que em termos de hierarquia militar da própria equipa, esta afirmação pode ser mais ou menos discutida, mas se nas primeiras séries de TV da Marvel/Sunbow Duke era o líder, quando a DIC Entertainment garantiu a continuidade dos G.I.Joe na TV, quando Grid-Iron aparecia, a sua liderança era inquestionável.


Graduado de West Point (claro), a sua especialidade primária é combate corpo-a-corpo. Como secundária, Infantaria. Não ter aceitado um cargo na Universidade de Guerra do Exército Americano por gostar mais de estar junto à acção, despertou o interesse dos G.I.Joe. Deve o seu nome de código ao Futebol Americano (Gridiron Football), uma vez que era quarterback em West Point. Um líder nato, este capitão (US Army O-3) ganhou o respeito dos homens que lidera. Embora já não suportem ouvir as suas imitações de John Wayne... 


Um misto do que e quem são Duke e Grid-Iron acabou por ser o Duke do filme "GIJoe: O Ataque dos Cobra". Duke era Sargento-Chefe e Grid-Iron como já referi, capitão. E tal como no filme, a referência a West Point. Na história original, em consonância com o "the american way", era aceitável e louvável que uma equipa de elite fosse comandada em campo por um "enlisted man" ou seja, um soldado de campo que subiu à custa do seu valor. Não que os formados na famosa academia militar nova-iorquina fossem menos bravos ou capazes, são geralmente vistos como novatos quando chegam ao campo. Mas em defesa da lógica, o argumento utilizado pelos argumentistas do filme, teria de ser um oficial a liderar uma equipa tão bem armada, treinada e equipada. Teria de ser um capitão... e teria de ser Duke. Assim, de certa forma, Duke e Grid-Iron são um só. Um o original, e outro a evolução. As séries da DIC podiam não ter o reconhecimento de muitos dos fãs, mas Grid-Iron era um personagem, se não mesmo o único, que agia como um  militar e um verdadeiro líder.

 
Original da série de 1990(EUA) chegaria a Portugal em finais de 1991. Em 1992/93 chegaria uma outra versão (europeia) com um lança-mísseis. A certa altura haviam 3 versões em distribuição. A original (UK), a espanhola (MB) e uma outra também com o cartão impresso em inglês com este lança-mísseis que se encontra na imagem.


Embora não sejam reconhecidas como variantes, há diferenças nas referidas "versões". As primeiras eram geralmente mais cuidadas na pintura, enquanto as últimas tinham um certo excesso e mesmo até um tom mais "carregado" que se verificava mais facilmente na cabeça da figura.  

 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Veículo da semana: G.I.Joe General

O General é outro dos monstros da colecção. Veículo/ Playset de 1990(EUA) chegaria anunciado em 1991 (coisa rara), embora apenas em 1992 estivesse amplamente disponível em todas as lojas da especialidade. Uma colecção que vinha já aproveitando o empurrão dado pela RTP1 com as séries da DIC. Por esta altura, as figuras e veículos mais pequenos eram presença habitual nos supermercados e são as mais comuns em Portugal.


O G.I.JOE General era a estrela do genérico da 1ª série propriamente original da DIC. Digo isto, porque os 1ºs episódios já produzidos pela DIC Entertainment foram a composição da mini-série "Operation Dragonfire" que serviu basicamente para fazer regressar o Cobra Commander e "reformar" Serpentor. Nos EUA, serviu também para introduzir as sub-teams "Python Patrol" e "Slaughter´s Marauders" que nunca chegariam a Portugal (excepção feita à figura Low-Light).


Este enorme veículo/ playset  sucedia ao Rolling Thunder, da série anterior. Pejado de interessantes detalhes de funcionamento, incluía um lança morteiros, capacidade para mais de 25 figuras e um helicóptero "Locust". Uma das mais poderosas armas no arsenal dos Joes, era um elemento decisivo em qualquer feroz batalha, e a sua presença  geralmente determinava a retirada dos Cobra.


 Estrela também de um episódio em particular "General Confusion", apareceu várias vezes e em vários episódios da 1ª série da DIC. Era designado como "a mais poderosa arma existente". O seu arsenal incluía intensificadores de imagem, designadores de alvo laser, detectores infra-vermelhos, baterias anti-aéreas e  mísseis terra-ar e terra-terra controlados por Doppler.


Dos 3 veículos General que já estiveram na minha colecção, sobram os dois que podem ver. Não fazia muito sentido "coleccionar" estes monstros que no fundo não diferindo, nada de novo traziam mais réplicas a não ser encurtamento de espaço.


Estou geralmente comprador de variantes e cópias seladas, ou por montar, pese embora que no caso particular do General, tenha a caixa original uma vez que o comprei em 1992 pela escandalosa maquia de 20 contos (100€ actualmente). Mais tarde, quando G.I.Joe perdeu quase todo o seu encanto para as crianças (consumidores do que passa na TV), a maior parte das lojas como já referia tantas vezes, decidiu fazer promoções na ordem dos 50%. Como consequência, em 96/97 acabei por comprar outro por 10.000$ (escudos) que viajou para os estados unidos encontrando-se em casa de um grande amigo e coleccionador. Imaginem agora o valor dos portes de envio quando esta "besta" pesa (selada) mais de 5Kg.  

 

Na imagem, detalhe de mais uma "barraca" dos responsáveis pela fotografia das caixas e catálogos europeus. Zandar, figura Cobra de 1986 (EUA) ao lado de 2(?) figuras Major Storm. Nos EUA, o cuidado era mais usual para não incorrer em erros de facção. Ainda ontem, enquanto via uma entrevista de Ron Friedman (USC School of Cinematic Arts), escritor/criador das primeiras mini-séries e filme de 1987 (criou também a maioria dos episódios dos Transformers da Marvel/Sunbow, inclusive o filme de animação) percebi como é complicado gerir um universo tão grande (que parece durar para sempre) e ter sempre presente tanto nomes como o que pertence a quem e a que veículo. Parece uma tarefa apenas ao alcance do "pai" dos G.I.Joe, Stan Lee.


A versão americana. Plásticos de um amarelo mais "torrado" e peças verdes mais escuras.


Como já referido, contava também com  um helicóptero de reconhecimento (fortemente armado).


Lado a lado, as duas versões fabricadas. A norte-americana (com cores canadianas) e a europeia (já com todos os autocolantes G.I.Joe: United States em oposição a GIJoe: The Action Force). As diferenças estão nas cores dos plásticos menos rígidos como já referi. As versões europeias são regra geral mais claras e de maior qualidade, embora em termos de coleccionismo, as americanas sejam sempre as mais procuradas e valorizadas.


Frente a frente, consegue-se perceber a diferença?


Além das armas visíveis, possui 2 baterias de lança-mísseis que estão acopladas às placas de aterragem de helicópteros.


Estas baterias revelam-se ao girar as plataformas. Uma vez niveladas, giram 360º.


 Ao levantar os "tectos", temos acesso às duas zonas de controlo de batalha.


Estas duas zonas (uma de cada lado) albergam 4 figuras (8 no total, portanto).


De uma forma geral, o G.I.Joe General (enquanto brinquedo) é um veículo sólido e resistente. No entanto, o plástico rígido de que são compostas várias das suas partes pode ser danificado com alguma facilidade.


Os eixos, tendo em conta o peso, partem-se caso não sejam tomadas precauções no seu manuseamento. E os tectos que albergam as plataformas de aterragem/lança mísseis podem ficar com marcas ou mesmo partirem junto à união com o corpo principal do veículo. Mas se o uso for meramente de um coleccionador, o perigo é mínimo.


O poderoso canhão de morteiros altamente explosivos.  Este canhão funcionava mesmo, por sistema de mola. É preciso referir que estávamos numa era em que as maiores companhias de brinquedos apostavam nos acessórios que funcionavam, por mola ou elástico, alavanca ou qualquer outro sistema de impulsão. E o mercado, sendo o principal (senão único) factor de decisão, exigia à Hasbro a consequente actualização. 


Numa era de maior exploração dos sons e luzes, este playset tinha o seu bloco electrónico.  Com um botão que controlava duas lâmpadas (não eram LEDs) e 6 botões de som, identifica-se com alguma facilidade a década da sua construção. Os sons eram básicos (estilo ZX Spectrum, para os que -ainda- sabem o que é) e a luz era fraca. Mas em 1991/1992 era um pormenor interessante.  Este bloco (removível para substituição das pilhas) era frágil nos seus componentes. A humidade pode atacar sem piedade deixando o seu perfeito funcionamento por vezes irrecuperável.


A área do fosso do canhão de morteiros parece um pouco despida, podendo ter sido mais aproveitada com detalhes ou lugares para figuras. No entanto, e por outro lado, se olharmos ao lado "realista", seria complicado para qualquer operacional estar presente num disparo. Mesmo com abafadores de som ou capacete, saía dali surdo.


Incluído com o General, vinha o seu operador/condutor - Major Storm. Major de nome de código, a sua patente igualava o nome (Army O-4 - Major). Além de comandante do General, era oficial de artilharia a longa distância. No seu currículo incluem-se os clássicos M60A1 e M1A1, e diz-se deste experiente Major que já esqueceu mais acerca de blindados do que a maioria dos comandantes alguma vez vai saber.


O General é agora o "seu" tanque, que tem mais capacidade e poder de fogo que uma bateria inteira de canhões de 155mm. Em termos de contra-medidas, este "tanque" não fica atrás de nenhum.