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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Veículo da semana: Monster Blaster A.P.C.

Em 1993(EUA) foram lançados os Mega Marines. Mais uma sub-equipa que surgia no seguimento de outras... e outras nos últimos anos. No declínio, algumas das criações tinham mais qualidade que as suas contemporâneas, e este A.P.C. (transportador blindado de pessoal) é uma das melhores.


Muitos coleccionadores (onde me incluo) acreditam que este veículo e o próprio conceito dos Mega Marines se baseia ou inspira em certa medida no APC do filme Aliens de James Cameron. Claro que salvaguardando as devidas distâncias e desígnios.


Veículo de combate aos Mega Monsters dos Cobra, foi inicialmente pensado para 1992(EUA) mas só constou no catálogo do ano seguinte. A Portugal chegaria em 1994/95.


Presentes infelizmente, estavam os novos e mais baratos autocolantes de papel. Um problema bastante difícil de resolver caso fosse necessário lavar o veículo. O próprio uso era suficiente para degradar o conjunto de autêntico rótulos que o APC tinha.


Um detalhe formidável era a forma como o canhão do artilheiro se transformava numa posição de batalha. Um movimento suave e bem concebido.


Com capacidade de transporte para mais de 16 figuras, era uma pena não trazer um condutor. Lembro-me de achar muito estranho e reflexo do que se estava a tornar a linha. Um veículo deste tamanho e com esta função devia trazer um condutor especializado.


Atrás e reminiscente de tempos dourados, a plataforma para transporte de mais figuras. Este veículo é bom, mas podia ser perfeito se tivesse sido lançado na década de 80 com os devidos e merecidos detalhes. À semelhança de outros veículos, estes projectos e conceitos tiveram a sua génese nessa dourada era de G.I.Joe, mas abandonados por razões variadas.


Na traseira, dois canhões (um de cada lado) que funcionavam em modo automático ou assistido por artilheiros.


Guardando o melhor para o fim, o gigantesco canhão "lock ´n load" com sistema de carregamento e tiro que funcionavam mesmo. O APC trazia 4 mísseis de infravermelhos M44. Colocando o míssil na câmera, era carregado por sistema de mola. Depois, era só carregar no botão de fogo e apontando ao monstro, esperar que caísse...

 

E a razão da existência de tal arma está à vista. Os Cobra contavam com 2 Mega Monsters, invenções de laboratório que exigiam por parte dos Joes uma aposta no alto calibre tanto em homens como máquinas.



Teremos tempo e oportunidade de ver tanto Marines como Monsters ao detalhe num futuro próximo, mas fica aqui mais uma prova da inspiração no Aliens. O capacete de Gung-Ho, líder dos Mega Marines...


 

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Bisnagas aéreas

Em 1994, dando seguimento à transformação da melhor colecção de figuras de acção em algo banal, chegava a Portugal mais uma novidade da linha: A bisnaga de água aérea!


Usando como plataformas modelos de aeronaves com silhuetas conhecidas e deixando para trás a complexidade na construção dos veículos que tinha tornado esta colecção única, estas bisnagas de água eram mais um passo a caminho do precipício.


No caso do Storm Eagle, o então novíssimo YF22 (que viria a ser o F22 Raptor) era uma mescla de coisas que não combinam. Os autocolantes que não sendo já feitos de vinyl e sendo fabricados em papel autocolante, extremamente frágeis à água... neste caso era uma opção no mínimo duvidosa na competência.


O Cobra Liquidator a usar linhas do Saab Drakken,  era de facto um desenho que havia sido deixado na gaveta há muitos anos. As suas linhas tinham sido usadas tantos nos desenhos animados da Marvel/ Sunbow (que nunca rodaram em Portugal - pelos meios oficiais) como pelas bandas desenhadas também da Marvel. Era uma das silhuetas "inimigas" mais conhecidas dos "Joes".


Ambos os veículos partilhavam várias partes, como é visível na imagem acima. Mais uma vantagem para o fabricante e menos uma razão de interesse para o coleccionador. A linha estava cada vez mais a moldar-se ao mercado quando até aí era quase o contrário. Foi uma altura triste, porque o fim se adivinhava cada vez mais próximo.


Modo de "pistola de água". A água era inserida retirando a válvula amarela na base do punho e saía em pressão pelo orifício visível no nariz da aeronave. Aqui vemos o Liquidator, mas como puderam observar antes, o Storm Eagle era igual. Funcionava bem, mas para não danificar os autocolantes, apenas experimentei um deles e apenas uma vez.


Originalmente lançados em 1992 nos EUA, estes ATF (Advanced Tactical Fighter) pertenciam à série 11 e o detalhe era existente apenas em molde. Os "cockpits" eram o mais simples possível e nem instrumentos traziam. Os trens de aterragem embora funcionais, eram uma sombra muito negra do passado e tudo o resto acompanhava no mesmo sentido. Eram bons para estarem quietos. Comprei os meus em Algés, numa loja que estava a fechar e mesmo assim, tive de largar 4.000 escudos por cada um (cerca de 20€). Demasiado para o que valiam. Lembro-me que nessa altura passava tardes a telefonar para as lojas de brinquedos da zona da Grande Lisboa a perguntar: "Tem alguma coisa de G.I.Joe?". Por isso desculpem-me aqueles que foram procurar em anos que se tenham seguido... porque eu limpava tudo o que encontrava. Mesmo contrariado com a injustiça dos preços na maior parte das vezes.