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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cobra Night Attack 4-WD Stinger

Cobra Stinger, um jeep com uma plataforma de 4 mísseis terra-ar, némesis do AWE Striker (pelo menos no anúncio, ou comercial de TV). Outra boa recordação dos tempos de escola primária. E outro episódio de vendas em 2ª mão. Que neste caso foi "fisgado" por um grande amigo meu a um colega de turma. Por 2.000 escudos (cerca de €10 na moeda actual).


Comercializado em Portugal no ano de 1987, era na verdade parte da linha de 1984 nos EUA, tendo sido descontinuado em 1986. As colecções anuais estavam disponíveis geralmente 2 anos em retalho, até serem completamente recolhidas. Por cá, estavam disponíveis até serem vendidas, mas a legislação comercial é diferente. E o tipo de marketing também.


Do tempo em que brincava mais do que me preocupava com a vertente coleccionista, tive 3 colegas de escola e amigos que tiveram o Cobra Stinger. Curiosamente, são 3 unidades que tenho actualmente. Mas não esses 3. 


Os veículos G.I.Joe, assim como as figuras, são ainda uma imagem para admirar. O cuidado com que eram desenhados, a forma como o seu "background" era desenvolvido através de planos incluídos, uma história do veículo e piloto, e toda uma contextualização, é algo que falta nos dias que correm na maioria das linhas de brinquedos.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

30 anos em Portugal!




Ao fim de quase 5 anos de inactividade e de um surpreendente largo número de pedidos de regresso, está de volta o www.gijoeportugal.com!  E que melhor momento do que celebrar os 30 anos de presença de G.I.JOE em Portugal? Na realidade, por aqui a história começou com Action Force, pela altura do Natal de 1987, e era, como a maioria sabe, nome atribuído aos Joes no Reino Unido e Irlanda, e cuja história já explorei aqui nalguns posts. Mas regressemos ao passado!

Numa era repleta de brinquedos de qualidade em que o preço compensava com a qualidade do produto, o mercado era dominado pelo He-Man e os seus Masters of the Universe, Lego e Playmobil como seria de esperar. Ainda se vendia bastante Star Wars (O Regresso do Jedi ainda estava bem fresco), Zoids, e TANTOS outros que escuso de enumerar. Era, de facto, complicado impressionar. E eis que chega Action Force.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Centro Móvel de Comando

No auge da sua popularidade em Portugal (e sem o apoio de bandas desenhadas ou desenhos animados) e ainda sob o nome Action Force, chegaria um veículo pesado (a todos os níveis) que viria a ser conhecido como o maior a ser lançado no mercado português - o Mobile Command Centre.


Com um preço a rondar os 20.000 escudos (cerca de 100€) em 1989, era um investimento de algum luxo. Com o passar dos anos e a popularidade (e identidade) da marca a desvanecer, era possível encontrá-lo em saldo a metade do preço, e em algumas lojas até abaixo dos 40€. Mas no final dos anos 80 o centro de comando fazia por valer o seu alto preço.

 
O "Centro Móvel de Comando " era geralmente também o centro das montras nas lojas de brinquedos. Imponente e grandioso, captava a atenção dos adeptos de uma forma magnética.

Imagem do catálogo português de 1989
Como já referido, o Mobile Command Centre chegou a Portugal em 1989, com a 3ª série. Diferia subtilmente do original de 1987 (EUA) na cor de alguns plásticos e de forma notória nos autocolantes. O amarelo das unidades americanas era substituído pelo branco nos modelos Action Force


Este gigantesco veículo era um sonho de brinquedo mas um pesadelo de arrumação. Ou era colocado em cima de um armário ou mesa, ou estava condenado a ter o chão como garagem. Se estivesse numa zona de passagem, podia ter a sua integridade física em risco, uma vez que tanto lança-mísseis traseiro como o cockpit estavam pronunciados em relação ao corpo e podiam ser alvo de acidentes.


A transformação de veículo para centro de comando era feita através do sistema de mala de ferramentas. Tinha dois travões verticais (imagem anterior) do seu lado esquerdo que evitavam que se abrisse involuntariamente. Ao deslocar esses travões, abria para a esquerda revelando 3 pisos. Na imagem, para a direita sendo que o estamos a ver de frente.


Numa altura em que quase todas as outras linhas de sucesso tinham um "playset" de referência, os G.I.Joe tinham vários. Geralmente, um por ano. A Portugal não terão chegado os maiores, mas felizmente chegaram alguns. E este será em certa medida aquele que se acorda ser o maior alguma vez comercializado no nosso país. 


O 1º piso albergava o depósito mecânico ou garagem. Trazia um motor que encaixava no A.W.E. Striker embora na imagem da caixa demonstrasse o Triple-T do Sgt. Slaughter. Um braço mecânico com gancho para auxílio na substituição de peças pesadas, zona de reabastecimento e prateleiras para armas.


O 2º piso era o centro de comando propriamente dito. Com mapa e computadores, zona de enfermagem e até uma prisão ou centro de detenção. Para uso em qualquer dos pisos (e de forma aleatória) trazia também 6 metralhadoras/canhões e 4 projectores que eram colocados nas paredes dos níveis. Na sua base as patilhas dos grampos são extremamente frágeis e o seu uso natural levava a que se partissem com igual naturalidade.


O 3º piso continha armamento anti-aéreo (rampa de lançamento de mísseis Stinger), placa para aterragem de helicópteros e um escorrega para evacuação de emergência.


Armamento e equipamento (formato veículo):  4 mísseis HE-27 de 250libras para ataque ou contra-medidas apoiado por um radar e computador independente. 2 canhões frontais duplos de calibre 50 "Reflex", 4 mísseis "Barrage" controlados por computador, lagartas para grande carga com sistema anti-obstrução, motor de 2700cv, elevador exterior. Toda a blindagem foi desenvolvida com base no sistema de favos de mel.

 

Incluído com o Mobile Command Centre vinha o seu operador/condutor - "Steam-Roller". Na imagem, uma curiosidade, a imagem do protótipo. Quando as própria figuras não vinham numa janela da caixa, as imagens diferiam com alguma frequência das figuras incluídas. Isto devia-se geralmente a prazos de fabrico. As caixas por vezes já estavam feitas quando o produto final se concluía nas linhas de produção. Em vez de refazer as caixas, seguiam para venda com as imagens dos protótipos. Foi o início (e razão) da expressão - O produto e cor pode diferir - que actualmente vemos nalgumas embalagens.


Steam-Roller (aqui ainda dentro da saqueta original e por abrir) era operador de maquinaria pesada e especialista em blindados. Com experiência em máquinas pesadas de trabalho em docas, minas e terreno aberto, foi recrutado para os G.I.Joe enquanto conduzia um M15 (transportador de tanques). Os instintos deste Sargento são respeitados acima da patente quando está aos comandos do MCC. Um brutamontes que felizmente para os Joes, está do lado deles.

sábado, 4 de setembro de 2010

Finalmente em Portugal

Bom dia, Joes...

Seria uma frase comum num briefing da série animada nos anos 80 ou 90 e só não digo no filme Rise Of Cobra (lá chegaremos), porque me refiro aos personagens que chegaram a Portugal em 1987, quando a linha já tinha 5 anos de existência... nos EUA, claro. Vamos ter a oportunidade de rever tudo o que foi (e ainda é) o magnífico ciclo histórico destas figuras que modernizaram o meio das figuras de acção e reinventaram o conceito. Se hoje em dia se fala em figuras de acção de 3 3/4" (95mm), é graças à linha dos G.I.Joe dessa escala. E como é sabido por muitos, se lhes chamamos "figuras de acção" é também derivado da existência de figuras do mesmo nome, embora de escala 12" (30cm). Mas tudo isso veremos ao longo dos dias, semanas, meses e anos que se esperam prósperos neste blog!

1987... o início!

Haviam os anúncios a brinquedos como há ainda hoje, aos fins-de-semana de manhã... e "iam para o ar" também aos finais de tarde, pouco antes do jantar. Foi nesta altura que vimos na TV o 1º anúncio de Action Force (G.I.Joe versão Reino Unido desde 1986 importada um ano depois). Os Cobra F.A.N.G.s surgiam por cima de um diorama de montanha atacando uma posição dos nossos heróis, o Cobra Stinger entrava num duelo com o AWE Striker, e tudo isto na mão de crianças que invejávamos. "Toma lá que é para aprenderes a ter maneiras" era a frase com que o actor de voz português terminava o anúncio enquanto a criança do anúncio atingia um F.A.N.G. com um míssil do Air Defense... ... quando o anúncio terminou, os meus olhos brilhavam, e eu não soltava um som. Apena sabia que aquilo era diferente de tudo o que já tinha visto... com 9 anos... estava "apanhado". No dia seguinte, tive o meu primeiro "Joe"... nome de código: "Flint":

1985 Flint


Na ausência de Hawk ou Duke que não haviam ainda sido lançados em Portugal, Flint tinha o comando operacional da Action Force. Tinha sido uma boa aquisição! A 2ª, para equilibrar as coisas, seria uma figura do inimigo, um Cobra que é ainda hoje uma das minhas favoritas, o "Snow Serpent", especialista em operações no ártico:

1985 Snow Serpent


O "filecard", cartão que acompanhava cada figura, referindo nome, especialidade(s), breve história da figura, etc, é o original que foi comprado nessa altura, em ´87. A linha de 1985 (que serviu de plataforma de lançamento em 1986 no Reino Unido e 1987 em Portugal), é pela generalidade dos fãs, reconhecida como a melhor de sempre. Por isso, é natural que tenha conquistado a miudagem (e alguns não tão miúdos) desde o 1º momento. E no que toca a este que vos escreve,verão até que ponto...

... continua.