quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Isto eu comando!

O 2º grande líder Cobra a chegar a Portugal foi o Imperador Cobra - Serpentor. Uma das figuras do 2º catálogo (1988) que na realidade, era uma figura da série de 1986 nos EUA.


Numa 1ª instância, Serpentor foi uma criação genética dos Cobra, que para o efeito saltearam os túmulos dos maiores líderes da história de modo a obterem o seu ADN.O resultado: Um brilhante estratega com um ego gigantesco. A sua frase de marca: This I command!


Em 1987 com o lançamento do filme de animação G.I.Joe: The Movie, viria a ser revelado que ao líder da pesquisa teria sido implantado um "motivador psíquico" de modo a ter essa brilhante ideia. Serpentor era portanto e na realidade, uma criação do governante de Cobra-La: Golobulus, figura que nunca viria a ser distribuída em Portugal.


Esta figura é soberba (à luz parâmetros dos anos 80/90). O seu manto cor de safira era extremamente frágil e assemelhava-se a uma malha de aço. O 1º Serpentor que tive foi comprado em 2ª mão e não trazia este manto. Vinha com os polegares partidos que era uma "lesão" muito comum. Aliás a mais comum (a par da virilha) nas figuras G.I.Joe. Os dentes da cobra do seu capacete são também motivo de preocupação para quem tem uma figura destas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O tanque dos tanques

Se há veículo que de facto mexeu comigo durante os anos que precederam o coleccionismo e ainda mexe nos dias que correm, é um tanque. Não um tanque qualquer, o Mauler - o "malhador".


Apaixonado desde o momento que o vi em catálogo, nunca tive o privilégio de o encontrar à venda. Nunca até aos dias de coleccionador tive o gosto de o chamar "meu". Por isso, com alguma naturalidade, foi uma das prioridades quando a oportunidade surgiu.

 
Até meio do novo milénio, o Mauler M.B.T. Tank era um dos mais valiosos itens da colecção. O cabo lateral era especialmente difícil de encontrar intacto (e mesmo em mau estado) e o condutor "Heavy Metal" trazia aquele que é considerado um dos acessórios mais fáceis... de perder. O comunicador.


Com o lançamento das novas séries de G.I.Joe e  constantes reedições de figuras e veículos, o "Manned Battle Tank" tornou-se mais acessível e manifestamente mais barato nos habituais pontos de compra. Mesmo assim, não lhe retira o brilho. Quando foi lançado em Portugal na primeira série (1987), procurei-o por toda a parte, em todas as lojas, em todos os quiosques. Só o vi ao vivo anos mais tarde na casa de um colega de escola. Este tanque é motorizado e tem duas velocidades frontais e a única forma de "brincar" livremente com ele seria retirar as lagartas. Era essa a prática na casa desse meu amigo. E ainda me lembro de ele levar os seus G.I.Joe (na altura ainda Action Force) para o quintal... dentro da caixa do M.B.T. - Crime!   


A minha "fome" pelo Mauler levou-me a conseguir as 3 versões existentes : Europeia (Action Force), Norte-Americana (a original)  e a Canadiana (Cnd Army). Todos eles funcionais. É uma peça brilhante, do melhor que alguma vez se viu na indústria das figuras 3 3/4" e continua a ser um marco que distingue uma colecção.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O exército privado de Destro

Definidos como um exército privado composto por mercenários, guarda pessoal e do seu castelo, os Iron Grenadiers são mais uma facção que ao serviço de Destro, enfrenta os G.I.Joe. São-lhe leais, especialmente por serem extremamente bem pagos. Todos eles ganham uma quota parte das vendas de armas do negociante escocês.  

Criados em 1988 (chegariam a Portugal em 1990) são parte de uma nova era na história da marca. Por esta altura, Destro perseguia (ainda mais) sozinho os objectos de desejo da sua carreira diabólica como futuro regente do mundo livre. Em poucas palavras, havia saído dos Cobra.


O seu exército era composto por infantaria, condutores/pilotos, tropas trans-atmosféricas, mergulhadores de elite e oficiais sem escrúpulos e muita ganância. Repleto de profissionais altamente motivados pela possibilidade de lucro, era um exército bem mais capaz que o dos Cobra, embora em menor número.

1989 Annihilators
De todos os elementos que compunham o numeroso exército, os meus preferidos eram os "Aniquiladores". Guarda pessoal de Destro, era a sua tropa de elite. Vinham equipados com uma mochila-helicóptero e o seu esquema de cor, embora berrante, combinava na perfeição. Originais de 1989, chegariam a Portugal em 1991. Mais uma razão para lhe chamar série de ouro

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A última série de ouro

Em 1991 chegava a Portugal a 8ª série norte-americana, de 1989. Uma das melhores de sempre! A opinião é unânime, os coleccionadores estão todos de acordo... foi a última série de ouro.

Contando com figuras como a que aqui vemos, e tantas outras como Alley Viper, Annihilator ou HEAT Viper do lado dos Cobra e Backblast, excelentes novas versões de Rock N Roll e Stalker da parte dos Joes, 1991 foi um ano muito bom para os portugueses que adoravam esta linha de brinquedos.


Mas de todos os novos vilões, tenho de obrigatoriamente destacar o Night-Viper. O esculpimento, a escolha de cor, o background enquanto operacionais altamente treinados para operações exclusivamente nocturnas (nunca vêem a luz do dia). Todo esse "misticismo" e elitismo da figura a tornam um dos "víboras" favoritos da maior parte dos coleccionadores. Eu incluído! 


O meu 1º contacto com um Night-Viper foi através do meu "adversário" de compras. Viríamos a tornar-nos os melhores amigos, mas naquela altura já sabíamos que quando havia saído uma série nova e íamos à loja onde éramos melhores clientes, se não houvesse esta ou aquela figura, o outro tinha lá ido primeiro! Pois dessa vez, ele levou a melhor! Conseguiu o Night e o Alley Viper. E eu levei meses a encontrá-los...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Variantes europeias

1990 foi também para Portugal o ano de descoberta das variantes europeias. No caso das figuras, a Tiger Force trazia figuras que diferiam do disponível nos EUA. Nos veículos, o R.P.V. (veículo pilotado remotamente) vinha com cores diferentes.


O R.P.V. era um veículo que continha um "autómato" que servia de batedor em zonas perigosas sendo controlado pelo operador da rampa.


Esta série teve veículos e figuras de altíssima qualidade, mas aos olhos de alguns coleccionadores, conceitos como este R.P.V. começavam  a ser demonstrativo de alguma falta de imaginação que em última análise, contribuíam para o enfraquecimento da marca. Pessoalmente, penso que não. Este veículo era em muito semelhante a conceitos já usados e com algum sucesso. Mas também é certo que na altura o comprei por ser G.I.Joe... e pouco mais de acção viu do que estar parado nas bases que construía.

domingo, 26 de setembro de 2010

Ofertas por correio

O Super Trooper esteve disponível em Portugal em 1989. Neste caso, apenas um ano depois de ser lançado nos EUA, o que era lógico, sendo que não pertencendo directamente a nenhuma série, a sua "campanha" de oferta era mais simples e como tal, menos demorada a finalizar.


 Esta foi a 1ª e única figura a ser obtida por pontos em Portugal. Os pontos de acção (Action Points) era uma espécie de prova de compra que acompanhavam cada figura, veículo ou acessório que fosse vendido. No conjunto de países a que geralmente pertencíamos no âmbito de encomendas de G.I.Joe pela Hasbro na Europa (Reino Unido, Espanha, Itália), várias figuras e veículos tinham já sido disponibilizados desde o lançamento da marca e inclusivamente, para tortura, os folhetos de promoção dessas ofertas também vinham com os veículos vendidos em Portugal, mas a pequena nota ao fundo do folheto (exclusivo para residentes no Reino Unido) deixava claro que os nossos pontos ainda não estavam prontos para serem aceites.

 
1989 foi portanto uma loucura. Com o envio de pontos e um vale para portes e despesas de correio, a Hasbro Portugal enviava-nos um Super Soldado. Todo cheio de cromados, armas e partes do corpo reutilizadas de outras figuras, confesso que julgava ser uma invenção dos nossos compatriotas. Só quando mais tarde nesse ano falei com um colega de escola que acompanhava a TV norte-americana via satélite, me convenci que afinal, era legítimo. E tinha 3. Cheguei até a trocar um deles por um dos Renegados do Sgt. Slaughter, o Taurus. Péssima escolha hoje em dia, mas naquele tempo, o Taurus, só mesmo em catálogos dos EUA que pelas mãos de filhos de emigrantes lá passavam pela escola.
   

sábado, 25 de setembro de 2010

Troca de prendas

Storm Shadow, 2ª versão (tanto nos EUA como em Portugal). Original da 7ª série, pertencia portanto à 4ª série a ser lançada em Portugal.


No universo G.I.Joe, Storm Shadow era agora reconhecidamente um operacional G.I.Joe, após ter servido os Cobra onde estava infiltrado de forma a obter vingança pelo assassinato de um tio e mentor.


O meu Storm Shadow (v.2) chegou-me às mãos através de uma troca de prendas durante o 7º ano. Por vezes, haviam directores de turma que promoviam o companheirismo através de pequenas acções pedagógicas dessa natureza. O limite era 1.000 escudos (cerca de 5€ actualmente) e um "boneco" G.I.Joe custava pouco menos que isso em 1990. Cada um escrevia o que pretendia numa lista. Havia um sorteio e quem nos calhasse em sorte teria aquilo que havia desejado. No meu caso, havia o risco de me sair uma figura que já tivesse, uma vez que o espaço para a "lista de desejos" não permitia ser específico, mas felizmente o meu colega tinha bom gosto. 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Estrela de Wrestling

Quando em 1988 o 2º catálogo chegou a Portugal, poucos sabiam quem era o Sgt. Slaughter. Ou Sgt. Slammer como inicialmente foi apresentado aos portugueses enquanto sargento de instrução da Action Force.



Denominado Triple T (Tag Team Terminator), um nome inspirado no universo do wrestling (na altura WWF), o tanque do Sargento era tão especial como a própria figura. Tinha capacidade para apenas 3 figuras, mas as linhas são absolutamente originais e sem dúvida alguma, apelativas.


Sgt. Slaughter era uma estrela profissional da luta-livre norte-americana e foi a 1ª figura do mundo real a ser dada a honra de ser imortalizada enquanto figura G.I.Joe. E curiosamente, catapultou-o para uma posição de identidade com a marca. O "Sarge" tornou-se um verdadeiro Joe. E esta foi a figura que o notabilizou ao serviço da equipa embora seja a 2ª versão (lançada em 1986 nos EUA). A 1ª versão não esteve à venda, estava disponível para envio por correio através do envio de pontos que acompanhavam cada figura ou veículo. Os chamados "mail-ins".


 Eu sempre adorei todo o tipo de tanques. E consequentemente, fiquei apaixonado por este também. E nunca o consegui ter na altura. Na verdade, não era fácil encontrar este veículo nas lojas. No ano seguinte, continuou disponível em Portugal e igualmente difícil de encontrar. Aparecendo nos catálogos a reabastecer o seu "Triple-T" no Centro de Comando Móvel (Mobile Command Centre), mais vontade me dava de o fazer parte do meu pecúlio.


Uma palavra para este catálogo que foi de facto um marco na juventude da vida de muita gente. A forma como as fotos eram obtidas era tão trabalhadas ao detalhe como os anúncios de TV. Usando dioramas de grande dimensão, conseguiam fotos que eram meio caminho andado para a venda do produto.


E já que falo no Sgt. Slaughter, falo dos seus renegados (que só chegaram a Portugal 2 anos depois). Da esquerda para a direita: Red Dog (ex profissional de futebol americano expulso por dureza desnecessária), Mercer (ex- Cobra Viper que viu a "luz") e Taurus (antigo acrobata de circo com alguns problemas psicológicos). Quando um agente G.I.Joe se relaxava ou precisava de ser endireitado, era enviado para o "matadouro", nome da unidade do sargento.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mesmo ano, duas realidades

1987. Ano de lançamento do "best seller" da Hasbro em Portugal. Nos EUA, lançamento de um mega-set, uma estação de lançamento de veículo espacial, estreia do filme de animação "G.I.Joe: The Movie". E com base nesse filme, algumas figuras como esta que se segue.


Jinx (pessoa que traz azar), uma ninja e outro membro do clã Arashikage ao qual pertencem muitos dos ninjas que fazem parte da história universal dos G.I.Joe e dos Cobra.


Outra das figuras que por muitas razões desejava, mas especialmente devido à "febre" das artes marciais que ainda assolava Portugal em 1989. Nesta altura, ainda era regra o espaço de 2 anos entre lançamento nos EUA e Portugal.


Jinx enquanto figura era muito bem feita e cheia de detalhes. Com o passar do tempo, as unhas ficavam sem o detalhe do verniz e o dragão desaparecia. Este "espécime" está imaculado.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cobra: O inimigo

A infantaria dos Cobra. Treinados em todas as armas da NATO e Pacto de Varsóvia, são as caras "sem nome" que formam as legiões do inimigo.


Também peritos em artes marciais (que nos anos 80 atravessavam a sua era de ouro no cinema e TV), tinham como especialização secundária a sabotagem.

  
Esta figura era originalmente de 1983 e era uma variante da originalíssima de 1982, diferindo nas articulações dos braços. O chamado swivel-arm, ou junta rotativa permitia agora que as figuras pudessem rodar os braços 360º abaixo do ombro. Uma grande melhoria! Quando chegou a Portugal, G.I.Joe já havia evoluído mais que isto, pois já haviam passado 5 anos desde a sua criação nos EUA.


Não contando com Zartan que era apenas líder dos Dreadnoks, uma facção independente (leia-se mercenários) aliada aos Cobra, o único líder inimigo que chegou a Portugal em 1987 era Destro, outro personagem de 1983. Assim sendo, quem teve o privilégio de brincar com estas figuras nessa altura, liderou as suas tropas com (ou contra) o famoso negociador de armas. Curiosamente, Serpentor (imperador Cobra criado geneticamente) chegou a Portugal primeiro que o infame Cobra Commander - um dos originais de 1982.