quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Acelera!

Em 1989 chegava com a 3ª série a Portugal o jacto mais rápido de toda a história da marca G.I.Joe e do conflito com os Cobra. Original de 1986 (US), o Cobra Night Raven (Corvo Nocturno) era capaz de atingir Mach 3.5, tornando-o assim mais rápido que o Lockheed SR-71 Blackbird.  


Com um custo muito acima das restantes aeronaves Cobra, estimava-se que o número de "Ravens" operacionais fosse abaixo de 12. Inicialmente usado em missões de espionagem e vigilância, e dadas as suas inúmeras vantagens comparativamente a aviões do inimigo, tornou-se um avião de transporte de importantes figuras na hierarquia Cobra assim como um interceptor de alta velocidade.  


Imagem do catálogo de 1989 distribuído em Portugal... e em Português.


Os motores Viper aumentavam de potência com o aumento de velocidade. Um Raven podia escapar a ameaças como mísseis ar-ar ou terra-ar simplesmente aumentando a velocidade. No entanto, esta vantagem era também a maior armadilha para aeronave e tripulação, uma vez que mantendo Mach 3.5 mais que 3 minutos causava danos irreversíveis aos motores que falhavam catastroficamente.


Tripulação da aeronave principal: 2. Piloto e Artilheiro/ RIO (oficial de intercepção rádio). Recrutados quase exclusivamente da Força Aérea Real - Britânica - (RAF), chegavam aos Cobra em busca de duplicação ou triplicação de salários.

 

Os canhões gémeos de 20mm montados na estrutura do air-brake, freio aéreo, são os únicos canhões na fuselagem do Raven, sendo usados como arma defensiva. Embora usado como interceptor, este avião usava mísseis para combate aéreo uma vez que a sua manobrabilidade a velocidades sub-sónicas era uma das suas principais falhas.


Para intercepção, contava com dois receptáculos "Double Toxin" contendo mísseis que podiam ser disparados para trás. 


Estes "pods" eram geralmente disparados em frente, levando os mísseis de longo alcance a causar destruição a aeronaves a dezenas de milhas.

 

Embora não fosse uma função comum, o Night Raven podia ser utilizado como bombardeiro de longo alcance, transportando no seu interior 2 bombas termonucleares. Chegava sem ser detectado, uma vez que a sua construção em titânio e a pintura furtiva polida tornava-o mais difícil de detectar que a pintura utilizada pela Patrulha Pitão, que era uma unidade especial furtiva e uma referência nos Cobra.  


A principal arma de defesa a velocidades sub-sónicas era uma aeronave de reconhecimento que ao contrário da aeronave "mãe", era altamente manobrável. Equipada com 2 canhões de 20mm MK12 e usando a mesma pintura da nave onde era acoplada, tornava-se um adversário temível e difícil de abater.  


Com lugar para 1 piloto, era equipado com sistema óptico electrónico e de controlo de armamento. Uma vez finda a sua missão, voltava à traseira do Night Raven para poder regressar à base, uma vez que não estava equipada com trem de aterragem.


Incuído com o Cobra Night Raven, vinha o seu piloto, Strato-Viper. Escolhidos entre os melhores na Legião Aérea do corpo de Air-Vipers (já de si, uma elite de pilotos), estes eram portanto, os melhores dos melhores. Para isso, além de 1500 horas de voo como Air-Viper, teriam de se sujeitar a intervenções cirúrgicas para melhor superar condições implícitas no voo de grande altitude. 


Em 2009, com o lançamento de Rise of Cobra - o ataque dos cobra, a Hasbro lançou um remake do Night Raven. O resultado foi interessante, embora mais reduzido em tamanho. Teremos, mais tarde, oportunidade de ver aqui o "novo" Raven, ou como foi lançado Europa Ocidental, "Night Bird".

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