segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Estações de batalha

Voltando às "battle stations", voltamos uma vez mais ao ano de lançamento de G.I.Joe (na altura Action Force) em Portugal. As que hoje vemos foram também estrelas do 1º anúncio televisivo.


O Cobra Bunker é uma estação de batalha assumidamente ligada a uma outra, a G.I.Joe Air Defense. A razão desta ligação tinha a haver com o facto deste bunker ao ser "atingido" por um míssil daquela estação, desmontar-se em partes.  


Além do fantástico detalhe da cobra esculpida no exterior, o interior desta estação era uma pequena maravilha. Além do mais, sendo encostada a uma parede, dava a ideia de continuidade, dado o facto de ser construído em "corte frontal".


Tendo já feito referência ao amarelecimento dos materiais, esta imagem é uma vez mais comprovadora. Este é, de facto, o meu 1º Air Defense. E o dano dos anos de aventuras e combate frente aos Cobra está bem visível.


Para atenuar a dor, acabei por comprar mais tarde outro. Aqui em versão norte-americana, e praticamente imaculada. Há quem defenda que esta "battle station" não é mais que uma má ideia para a linha, mas eu penso que não há força militar (dos anos 80/90) que pudesse passar sem o velho sistema "SAM".


Uma pequena nota no que toca a variantes. Era muito comum haver uma escolha diferente de plásticos e até de coloração entre as versões G.I.Joe e Action Force. Vamos poder ver muitos exemplos. A uns farei referência, outros embora possa não fazer, é natural que as diferenças existam.

sábado, 18 de setembro de 2010

Ferret ATV

Outro veículo descontinuado em 1987 nos EUA e a debutar em Portugal nesse mesmo ano, era este "Quad". Carregado de detalhes e com pneus e protecções de borracha, levava duas figuras e os mísseis podiam ser removidos, assim como a cobertura atrás do banco.


Décadas antes do aparecimento do termo "Moto-4" em Portugal, estes veículos eram chamados ATVs (veículos todo-o-terreno) ou "quads". Curiosamente, continuam a ser chamados assim em todo o mundo, excepto em Portugal. ATVs na geração nascida em finais dos anos 70 e princípios de 80, eram aqueles veículos de 2 rodas atrás e uma à frente, com potência e aspecto de moto, que geralmente rodavam nas praias. A nomenclatura internacional para estes veículos é geralmente "three-wheelers".


Tendo tido mais tarde uma outra variante que teremos oportunidade de ver aqui, teria também com o filme de 2009 "Rise of Cobra", oportunidade de voltar às prateleiras como "Snake Trax". Essa versão, num outro contexto e linha de história diferente, mas usando o mesmo molde de veículo.


Tendo como cor principal aquela que é conhecida entre coleccionadores como "Cobra Blue" (azul cobra), por ser uma cor recorrente em muitos veículos daquela facção, é um veículo que ostenta uma beleza de "bruto" peculiar. O 1º que alguma vez tive, foi também comprado em 2ª mão e não vinha com o eixo frontal. Ou seja, tinha um "Quad" de 2 rodas. Não desanimei. Arranjei-lhe uma roda maior de uma moto R/C que tinha sido do meu pai, produzi uma forquilha e adaptei-a ao "Ferret". Eu e os meus amigos passávamos intervalos a fazê-lo descer ribanceiras o mais direito possível. Lamento ter desmantelado esse sistema, e num futuro a médio prazo, gostava de o refazer e mostrar-vos a funcionalidade desse conceito.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"Loro" quer biscoito?

Shipwreck (naufrágio) é o especialista da equipa em armas navais. Como especialidade secundária, a manutenção de maquinaria. Tendo como inseparável companheiro "Polly", proclamava algumas vezes na série animada que nunca chegou a Portugal (pelos canais públicos), a famosa expressão "Polly wants a cracker", ou seja, "loro" quer biscoito.

1985 Shipwreck e "Polly"
  Com a típica voz de marujo (estilo Popeye sem o riso) era já na altura (1985) o estereótipo do anti-herói. Em 1987, quando a Action Force (G.I.Joe) chegou a Portugal, ele estava já bem integrado na equipa, embora o seu ego peculiar se mantivesse.

  Shipwreck foi outra das minhas primeiras figuras. Não trazia acessórios que "enchessem o olho", e o papagaio tornava-se um empecilho quando queria equipar o "marujo" ora com metralhadoras ou ao volante do A.W.E. Striker, a título de exemplo. Mas com o passar do tempo e já como coleccionador, esta figura ganhou outra (maior) consideração. É um "cromo".

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sol, um inimigo do coleccionador

Um dos maiores problemas no mundo das figuras de acção (especialmente dos anos 80/90) prende-se com o amarelecimento (yellowing) dos plásticos. Tendo como principal causa a exposição ao sol, causa danos irreversíveis nos brinquedos e na alma do coleccionador.  Na minha colecção, uma das primeiras vítimas deste elemento foi o posto de controle.

1985 Check Point versão Action Force - caixa 1986
O check point (alpha) faz parte de um conjunto de estações de batalha, battle stations, que em Portugal começaria obviamente apenas em 1987, altura do lançamento da 1ª série.

Entrada para o 1º piso, observação e controle
O check point era mais um original de 1985 nos EUA, e mais uma mostra do realismo militar que mais tarde se perderia dando origem ao cancelamento da linha.

Amarelecimento das esquinas
Condição evitável nas mãos de um coleccionador, seria nas mãos de uma criança provável. Uma semana ao sol provocava uma queimadura irreversível no plástico. Dos 3 check points que tenho, apenas 1 (comprado a um coleccionador) não apresenta esta maldade. Mais notório em plásticos branco e cinza claro, este efeito é facilmente perceptível em qualquer cor aplicada em plástico rígido. Infelizmente, terei oportunidade de vos mostrar em mais veículos e playsets do que gostaria.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cobra Night Attack 4-WD Stinger

Cobra Stinger, um jeep com uma plataforma de 4 mísseis terra-ar, némesis do AWE Striker (pelo menos no anúncio, ou comercial de TV). Outra boa recordação dos tempos de escola primária. E outro episódio de vendas em 2ª mão. Que neste caso foi "fisgado" por um grande amigo meu a um colega de turma. Por 2.000 escudos (cerca de €10 na moeda actual).


Comercializado em Portugal no ano de 1987, era na verdade parte da linha de 1984 nos EUA, tendo sido descontinuado em 1986. As colecções anuais estavam disponíveis geralmente 2 anos em retalho, até serem completamente recolhidas. Por cá, estavam disponíveis até serem vendidas, mas a legislação comercial é diferente. E o tipo de marketing também.


Do tempo em que brincava mais do que me preocupava com a vertente coleccionista, tive 3 colegas de escola e amigos que tiveram o Cobra Stinger. Curiosamente, são 3 unidades que tenho actualmente. Mas não esses 3. 


Os veículos G.I.Joe, assim como as figuras, são ainda uma imagem para admirar. O cuidado com que eram desenhados, a forma como o seu "background" era desenvolvido através de planos incluídos, uma história do veículo e piloto, e toda uma contextualização, é algo que falta nos dias que correm na maioria das linhas de brinquedos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Empréstimo

Não sei como a miudagem brinca nos dias de hoje, mas há coisas que nunca mudam. Levar os brinquedos para a escola, por exemplo, parece-me ser uma coisa ainda normal. E foi assim que fiquei sem o meu Storm Shadow no último dia da 3º classe.

1984 Storm Shadow

Uma das mais míticas figuras de toda a colecção, que à semelhança de Snake Eyes, contava com mais de 30 versões até ao lançamento do filme "Rise of Cobra". Storm Shadow, um Ninja. E como tal, perito em assassinatos e espionagem.


Outra das figuras que integravam a série de lançamento de "Action Force" em Portugal, vinha equipado com várias armas e uma mochila que abria e continha flechas moldadas. Durante décadas, uma das figuras mais adoradas no mundo inteiro. E para muitos, talvez uma das melhores de sempre. Quanto a mim, fiquei sem o meu Storm Shadow quando o emprestei a um amigo de escola. Um dos meus melhores amigos. Que se esqueceu de me dizer que ia mudar de escola. Nunca mais os vi. Nem o meu amigo, nem o meu boneco! Por essas e por outras, coleccionar G.I.Joe tem sido uma escola de vida.

domingo, 12 de setembro de 2010

Homens-rã dos Cobra

Outra das figuras mais emblemáticas da série que em 1987 debutou em Portugal, foi o homem-rã dos Cobra. E também uma das figuras que mais me entreteve nesses tempos idos. Actualmente, como todos os outros, uma peça de colecção e uma das minhas preferidas. Perito em demolições sub-aquáticas e operações de engenharia, são preparados para a batalha em todos os "cantos" do globo.  

1985 Eels

É de facto uma figura brilhante. As cores, a composição moderna, apontada ao futuro, mas sempre mantendo um toque de credibilidade da era. De certa forma parece um super-vilão. Lembro-me até de lhe por uma capa amarela e o fazer "voar". Hoje digo: blasfémia! Mas na altura era apenas mais uma prova da competência de quem desenhava e produzia estas figuras.

Unidade de "Enguias"

Os mais atentos terão reparado que a figura mais à direita no grupo está equipada com material de outra cor. Esse equipamento é parte de um "pack" de acessórios que se vendiam à parte. Neste caso, o Cobra Battle Gear Accessory Pack No.6

1988 Cobra Battle Gear Accessory Pack

Inicialmente distribuído em 1988 nos EUA, apenas chegaria a Portugal em 1989 juntamente com o "pack" de iguais características, mas da facção "boa" dos G.I.Joe que havia sido lançado no ano de 1987. Estes conjuntos de armas, mochilas e acessórios davam grande jeito. Muitos acessórios eram facilmente perdidos, e estes "packs" colmatavam as faltas.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Em 2ª mão

Quando em 1987 a linha chegou a Portugal, eu tinha 8/9 anos. Terminava a 3ª classe primária. Muitos dos meus colegas mais velhos, ao verem o entusiasmo dos mais novos, vendiam-nos os brinquedos deles por preços bastante acessíveis. Segue-se o 1º veículo e 1ª figura que adquiri nessas felizes circunstâncias.

1985 Mini Tank Armadillo
  Com capacidade para 3 soldados, este mini-tanque proporcionou horas e horas de diversão. Qualquer rapazinho (ou menina) que goste de figuras militares, não pode deixar de gostar de um tanque. É sempre uma imagem associada ao meio. A imagem que vêem acima é da versão que chegou a Portugal, com autocolantes "Action Force".

1985 Armadillo - US version

A versão norte-americana (e de outros países, até na Europa) além da bandeira americana, vinha com o logo+marca "G.I.Joe". Nesta imagem podem observar as cavilhas que entram nos pés das figuras para que se mantenham sustentados. Apelidados "foot pegs", estas cavilhas eram geralmente muito frágeis, acabando por se partir ao fim de algumas "batalhas".


Outra feliz compra foi o Alpine, tropa de montanha. Custou 200 escudos (cerca de um euro na moeda actual). E o equivalente a 2€ se fizermos a actualização do valor da moeda. Considerando que as figuras custavam 750 escudos na altura, foi uma compra fantástica. Ao contrário da maioria das figuras que tinham em média 5, 6 versões até 1994, altura do cancelamento da linha, esta apenas se reviu numa outra versão em 2004 (já 7 anos depois do "renascimento"). Carregado de acessórios, era uma figura cheia de estilo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Snake Eyes

Este personagem (um dos originais da génese da equipa e da linha de brinquedos) é talvez o mais reconhecido e emblemático. Até ao lançamento do filme "Rise Of Cobra" (em português O Ataque dos Cobra... ok) haviam sido feitas 42 versões (quarenta e duas) desta figura. Aqui apresento-vos a 2ª versão (tecnicamente), sendo que foi a 1ª a ser comercializada em Portugal. 

1985 Snake Eyes e Timber

Esta é universalmente aceite como a preferida dos fãs. E por essa razão, é o aspecto (uniforme) que apresenta no filme de Stephen Sommers. O lobo que está ao seu lado é Timber que na história original havia sido adoptado pelo homem-mistério. Mistério porque o seu passado é um misto de fantasia e realidade, mas facto é que foi treinado como Ranger pelos EUA e enviado para a guerra. Especialista em combate corpo a corpo, viria a ser instrutor dos G.I.Joe e é um dos seus melhores operativos.

Comercializado em Portugal em 1987 era um original da 4ª séria norte-americana, 1985

A 1ª vez que vi esta figura, foi no aniversário de um grande amigo de infância e para mal dos meus pecados, oferecido... pela minha mãe. Ele tinha pedido o "Flint" porque adorava o meu... e estando esgotado... foi-lhe oferecido... somente o mais famoso de todos os "Joes". Enfim, ao menos pude vê-lo no cartão antes de ser enviado. Menos mau. O lobo faz-me lembrar uma história engraçada, embora ainda dolorosa na sua lição. Certo dia comprei um lote de figuras e no meio vinha misturado um "Timber". Radiante com a descoberta, tratei de o lavar para tirar as manchas de sujidade. Para espanto meu, algumas não saíam. Tentei tudo. Sabão, alcoól... tudo. Em desespero, toquei-lhe com um pouco de acetona... e saíu. Não dando tempo de observação à consequência, mergulhei o desgraçado num copo de acetona. No intervalo de meia hora, o boneco tinha aumentado para o dobro e parecia de borracha. Conclusão, acetona e plástico não misturam... bem. Viver e aprender!

Water Moccasin

Inicialmente lançado em 1984 nos EUA, já tinha sido descontinuado quando foi lançado em Portugal no ano de 1987. Incluía um piloto com o nome de código "Copperhead".

1984 Water Moccasin com piloto - Copperhead -
Incluir figuras nos veículos não era uma prática muito comum. G.I.Joe foi também nisso uma referência e inspiração para outras marcas. Quando os veículos tinham um porte (e um preço) que o justificasse, vinha o pilot/condutor.

Manualmente accionada, a ventoinha funcionava assim como os lemes

No princípio dos anos 90, chegava (finalmente) a Portugal a série animada, já sob o nome de G.I.Joe. Substituindo a Sunbow/Marvel, a DIC presenteou-nos com uma história em 4 partes que a RTP passou no canal 1. "Operation Dragonfire", onde vimos a figura incluída neste veículo.

Removendo o painel, acedíamos ao motor
 À semelhança do Crimson Guard, este veículo foi também um dos primeiros que tive o privilégio de ver pessoalmente no mesmo âmbito de "brincadeira de recreio". Estudava num colégio privado, o que tinha as suas vantagens quando tocava a novos brinquedos no mercado. Entre todos, acabávamos por ter tudo. Ou quase...

Armazenamento de armas e acessórios

G.I.Joe, ou nesta altura ainda Action Force,  estava "anos-luz" à frente de tudo o que se fazia e no que não estava, incorporava os conceitos no design das suas figuras e veículos. Tinha apenas como concorrente as figuras da linha da Mattel, Masters of the Universe, que por cá, já contava com os desenhos animados como apoio para venda do produto. No entanto, mesmo sem essa "muleta", G.I.Joe tomou o mercado numa questão de semanas, obliterando a concorrência.