sábado, 30 de dezembro de 2017

Feliz 1988!





1988 . Tinha iniciado há pouco o 2º período na escola... A Concentra, que representava os brinquedos da Hasbro, fez o favor de distribuir os novos catálogos de Action Force – International Heroes – nos pontos de venda. No espaço de dias, era leitura obrigatória nos recreios da escola. Pelo menos da minha. Matemática, Português e outras disciplinas eram secundárias… mal soava a campainha, devorávamos o conteúdo do panfleto com os novos veículos e figuras. 



Uma mescla de 1983 a 1987, fazíamos listas mentais do que era obrigatório adquirir em breve. Muito em breve, e se possível, ontem. Discutíamos o que um e outros iam comprar de modo a que, entre todos, tivéssemos a série completa. O meu preferido era o Thundermachine.  Mas havia muito por onde escolher. Eis as novas adições à coleção:

G.I.Joe (Action Force):

Figuras:

1986 Dial-Tone
1986 Hawk
1986 Iceberg
1986 Lifeline
1986 Mainframe
1986 Roadblock
1986 Sci-Fi
1986 Wet-Suit

Veículos/ estações de batalha:

1985 Ammo Dump
1986 Devilfish
1986 HAVOC
1986 LAW
1986 Triple T
1987 Anti-Aircraft Gun



Cobra:

Figuras:

1986 B.A.T.
1986 Viper
1986 Zandar
1986 Zarana


Veículos/ estações de batalha:

1984 Rattler
1985 Flight Pod
1986 Hydro-Sled
1986 Stun


Já tinha saído o “G.I.JOE- The movie” em 1987, e alguns de nós com satélite (ou amigos que tivessem), sabíamos a história de Falcon e de Sgt. Slaughter (em britânico Slammer), de Cobra-La e de como os Joes salvaram o mundo dos “Pores”.  Cobra Commander e “I was once… a man…”. Serpentor, Pythona, Golobulus e o seu Nemesis Enforcer. Os Rawhides e alguns veículos que não constavam ainda neste catálogo. G.I.Joe (Action Force) era o centro das atenções, e pese embora outras marcas ainda tivessem os seus fãs, a atenção destes era desviada para um brinquedo impressionante que fosse pelas figuras e cativantes biografias, não menos dignos de nota veículos com blueprints detalhadas, acabava por levar parte do seu orçamento para brinquedos. Nesta altura, colegas meus que tinham familiares nos Estados Unidos, eram estrelas por si só. Por saberem coisas que nós não sabíamos, como peças da coleção que nos poucos meses de existência no mercado português, nos eram estranhas. Exemplo, o USS FLAGG, um porta-aviões de dimensões impressionantes (mais de 2 metros de comprimento) ou a estação de lançamento Defiant, à venda nos Estados Unidos no ano anterior. 



Convém lembrar que NÃO havia Internet. A palavra passava de amigo para amigo. Do que se ouvia dizer que alguém havia dito. Pode ser estranho no contexto atual, mas era assim que funcionava. G.I.Joe era uma expressão estranha. Em Portugal, 1988, era Action Force, mas eram, de facto, os Joes. Com um nome europeu. Os anos dourados. Levávamos as figuras e veículos para a escola, onde se davam inúmeras batalhas pela liberdade contra os Cobra. Aos fins-de-semana, os quintais eram palco de tremendos conflitos entre os novos heróis da liberdade e a organização terrorista focada na conquista do mundo. Desviávamos os veículos de Star Wars para apoiar os ataques às bases inimigas e até o castelo de Grayskull era usado como posto avançado, tal ruína pronta a ser posto recuado dos Cobra. Ia sendo assim a nossa infância por estas partes. Brilhante…     

1 comentário:

  1. Epa tive esse catálogo em criança colado na parede em frente e verso para ir marcando o q ja tinha. Era eapectacular!!!

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